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Caso Henry: versões de Jairinho e Monique divergem em depoimento

Metrópoles | 13/06/22 - 19h10
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O vereador cassado Jairinho, interrogado nesta segunda-feira (13/6) no II Tribunal do Júri, apresentou versões divergentes das postas por Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, em depoimento em 9 de fevereiro. Os dois são acusados pela morte da criança, aos 4 anos.

De acordo com o depoente, na noite em que Henry morreu, em 8 de março de 2021, ele foi acordado por Monique para ajudar a socorrer a criança.

Segundo o ex-parlamentar, ele havia tomado um remédio para dormir – medicamento este que teria sido prescrito por uma psiquiatra por conta de uma síndrome do pânico que surgiu após um infarto que seu pai sofreu, em 2005.

No entanto, essa versão é contrária à da professora, que informou que havia sido acordada por Jairinho e informada que o menino tinha caído da cama em outro quarto do apartamento.

Em depoimento, Monique afirmou que, ao chegar ao quarto em que seu filho se encontrava, o menino “estava gelado e olhando para o nada”.

“Sinceramente, acho que três pessoas sabem o que aconteceu, meu filho, Deus e o Jairinho. Porque quem me acordou foi ele. Se aconteceu alguma coisa, foi ele. Nós vamos comprovar que eu estava dormindo e quem estava acordado era ele”, disse a professora na época.

Ao longo do depoimento nesta segunda-feira, o ex-vereador reforçou diversas vezes que Henry não apresentava sinais de maus-tratos. “Esse negócio do Henry ser maltratado não é verdade, era justamente o contrário. Todo mundo sabe que ele nunca teve um roxo”, assegurou.