A Justiça de Alagoas decidiu manter a prisão preventiva do historiador Ruan Carlos Ferreira de Lima Albuquerque, suspeito de encomendar a morte de Johanisson Carlos Lima Costa, executado no dia 23. A decisão foi tomada após audiência de custódia, onde o juiz considerou os argumentos do Ministério Público e da defesa.
Ruan, que se apresentou à polícia após fugir de Alagoas, optou por permanecer em silêncio durante o interrogatório e não possui antecedentes criminais. Sua defesa argumenta que a prisão é desproporcional e solicitou que ele seja mantido em cela separada para preservar sua integridade física e psicológica.
O historiador será encaminhado ao sistema prisional e passou por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal. A delegada Tacyane Ribeiro informou que Ruan demonstrou nervosismo durante o interrogatório e não colaborou com a investigação ao não apresentar sua versão dos fatos.
A prisão preventiva do historiador Ruan Carlos Ferreira de Lima Albuquerque foi mantida pela Justiça de Alagoas nesta terça-feira (27), durante audiência de custódia. Ele é suspeito de encomendar a morte de Johanisson Carlos Lima Costa, o "Joba", coordenador da categoria da base do CRB, executado com um tiro à queima-roupa no último dia 23.
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O juiz Yulli Roter ouviu a argumentação do Ministério Público do Estado de Alagoas e da defesa do historiador, e decidiu pela manutenção da reclusão do suspeito, que será encaminhado ao sistema prisional ainda nesta terça.
Em entrevista à TV Pajuçara, o advogado Napoleão Júnior, que representa o suposto autor intelectual do homicídio, declarou que a prisão é desproporcional já que ele se apresentou à delegacia na última noite. Ruan teria fugido de Alagoas logo depois do crime, mas retornado ao estado.
A defesa disse ainda que solicitou que Ruan permaneça em cela separada de outros reeducandos. "Ele é portador de três diplomas, como historiador, engenheiro mecânico e com mestrado em ciências políticas, [pedimos] que ele ficasse segregado de presos que fossem faccionados, para que ele tenha a integridade física e psicológica preservada", disse Napoleão Júnior.
A prisão
Ruan optou por ficar em silêncio ao ser interrogado sobre o crime, nessa segunda-feira (26), instantes após se apresentar à polícia. A informação foi passada pela delegada Tacyane Ribeiro, coordenadora da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (27).
Ruan estava acompanhado do advogado quando compareceu à sede da DHPP. O historiador não estava com o aparelho celular para ser periciado e ficou recluso pois havia um mandado de prisão expedido contra ele, cumprido na unidade policial. Ruan também passou pelo Instituto Médico Legal, onde foi submetido a exame de corpo de delito.
Tacyane Ribeiro destacou que o suspeito apresentou nervosismo enquanto era ouvido pela polícia e limitou-se apenas a confirmar os dados pessoais.
"Ele não tem antecedente criminal e estava bastante nervoso. Só respondeu a primeira parte do interrogatório, sobre os dados dele. Sobre os fatos, ele ficou em silêncio. Ele tem o direito de permanecer em silêncio, tanto no âmbito policial quanto judicial. Mas, de certa forma, não colaborou com a investigação. Ele teve a oportunidade de dar a versão dele dos fatos", ressaltou.
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