Caso Leôncio: audiência pública vai debater morte de elefante-marinho em Alagoas

Publicado em 09/04/2026, às 07h18
Divulgação/Biota
Divulgação/Biota

Por TNH1 com Ascom ALE

A Assembleia Legislativa de Alagoas realizará uma audiência pública para discutir a morte do elefante-marinho 'Leôncio', que gerou grande comoção social e levantou questões sobre a atuação dos órgãos ambientais e a proteção da fauna marinha.

O animal foi encontrado mutilado, com sinais de violência, e a necropsia indicou que as agressões ocorreram enquanto ele ainda estava vivo, evidenciando a gravidade do caso e a necessidade de ações efetivas de proteção.

O Ministério Público Federal requisitou a abertura de um inquérito policial pela Polícia Federal para investigar a morte do elefante-marinho, que será conduzido com base em indícios de ação humana, embora a PF ainda não tenha iniciado oficialmente a investigação.

Resumo gerado por IA

A Assembleia Legislativa de Alagoas realiza, nesta quinta-feira (09), uma audiência pública para debater sobre a morte do elefante-marinho "Leôncio" na cidade de Jequiá da Praia, no litoral Sul de Alagoas. O encontro pretende promover um debate institucional sobre o caso, que gerou comoção social, reunindo representantes de órgãos ambientais, especialistas e membros da sociedade civil.

Entre os principais pontos a serem discutidos estão a atuação dos órgãos responsáveis, os protocolos de monitoramento e resgate da fauna marinha, além da apuração de possíveis responsabilidades em casos de omissão. Também será abordada a necessidade de fortalecimento de políticas públicas voltadas à proteção da biodiversidade costeira.

Na justificativa para a audiência pública, o deputado Delegado Leonam (União Brasi), que preside a Comissão de Meio Ambiente e Proteção dos Animais da Casa, destacou que a morte do animal não deve ser tratada como um episódio isolado, mas como um alerta.

Animal foi abatido

Leôncio foi localizado sem vida no fim da tarde do último dia 31 de março, no povoado Lagoa Azeda, e estava partido ao meio. O diretor do Biota, Bruno Stefanis, informou à imprensa quase 24 horas depois que o exame de necropsia apontou para marcas de violência, com uso de objetos cortantes. A equipe identificou que possíveis golpes foram dados enquanto o elefante-marinho ainda estava vivo. 

"Ele apresentou vários sinais de agressão por meio de objetos cortantes. Essas agressões foram tão violentas, pois vários ossos do animal foram cortados, mutilados. Infelizmente elas foram realizadas enquanto o animal estava com vida. São sinais claros mostrados na necropsia, por meio de hemorragias", disse.

PF vai investigar o caso

O Ministério Público Federal (MPF) em Alagoas requisitou a instauração de inquérito policial à Polícia Federal para apurar a morte do elefante-marinho batizado de “Leôncio”, encontrado no litoral sul do estado. A medida foi adotada após a análise de laudo técnico que aponta indícios de ação humana na morte do animal.

Na última terça-feira (07), O TNH1 entrou em contato com a Polícia Federal, por meio da assessoria de comunicação em Alagoas, e foi informado ao portal que a PF ainda "vai abrir o inquérito" para investigar o caso. No entanto, não foi especificado se a abertura da investigação foi de ofício ou se deu após a determinação do MPF. 

Gostou? Compartilhe