Nordeste

Caso Miguel: 'Não tenho motivo para comemorar Natal e Ano-Novo', diz mãe

Metrópoles | 03/12/20 - 21h33
Divulgação

“Não tenho motivo nenhum para comemorar Natal e Ano-Novo. Não tenho motivo para estar me confraternizando porque diante de tudo o que eu venho passando não vejo sentido em nada disso mais”. Assim define Mirtes Renata Souza, mãe do menino Miguel Otávio da Silva, de 5 anos, morto em junho deste ano após ter caído do 9º andar de um prédio de luxo, em Recife.

À Jovem Pan, Mirtes afirmou que ainda tem esperanças de que a Justiça seja feita por seu filho. A empresária Sarí Corte Real passará pela primeira audiência de instrução do caso nesta quinta-feira (3/12). Ela é acusada pelo crime de abandono de incapaz que resultou na morte do menino.

A sessão será conduzida pelo juiz José Renato Bezerra na 1ª Vara de Crimes contra a Criança e o Adolescente da capital e contará com o interrogatório de Sarí e a oitiva de testemunhas de defesa e acusação. O nome das pessoas que prestarão depoimento, porém, não foi divulgado pelo Tribunal de Justiça (TJPE), visando a privacidade das testemunhas.

Entenda o caso

Mirtes passeava com o animal de estimação da família quando Miguel, sob supervisão de Sarí, entrou em um elevador, subiu até o nono andar e caiu de uma altura de 35 metros, no edifício de luxo no qual a família Corte Real mora. Imagens de câmeras de segurança mostram Sarí tirando a criança do elevador algumas vezes e, por fim, apertando um botão no painel e o deixando seguir sozinho.

Após o caso, Mirtes decidiu ingressar em um curso de direito. Os estudos devem começar no próximo ano: “Eu só estou aguardando a faculdade definir a data do início das aulas. Vou seguir minha vida e estudar para me formar e ajudar outras pessoas”.