Mesmo com redução, população deve intensificar ações de prevenção, segundo Sesau
Quando comparado com os três primeiros meses de 2016, onde foram registrados 4.819 casos de dengue, Alagoas obteve uma redução de 95,5% no percentual de notificações da doença, uma vez que, no mesmo período deste ano, foram computados 215 casos. Os números mostram que o trabalho de prevenção realizado pelo Governo do Estado, em parceria com os 102 municípios, tem surtido efeito positivo, mas, a recomendação da equipe técnica da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), é intensificar as ações de vigilância, evitando a proliferação dos focos do vetor da doença, o mosquito Aedes aegypti.
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Isso porque, segundo o supervisor de endemias da Sesau, Paulo Protásio, mesmo diante da diminuição dos casos de dengue no Estado, o Aedes aegypti está presente no cotidiano, aguardando apenas o momento propício para picar alguém desavisado e, principalmente, um lugar adequado para depositar seus ovos, que irão gerar centenas de outros insetos. Esses locais, explica o técnico, são as caixas d’água, potes, pneus, tonéis, calhas dos telhados, garrafas e, inclusive, pequenos copos de plástico.
“Casos esses recipientes juntem água limpa e a fêmea do mosquito deposite seus ovos, haverá o nascimento de novos insetos. Ao picarem alguém infectado pelo vírus da dengue, eles estarão prontos para disseminar o vírus da doença, ou, ainda, da zika e chikungunya, que também está presente no território alagoano, de acordo com testes laboratoriais realizados pelo Lacen [Laboratório Central de Alagoas]”, salientou Paulo Protásio, ao informar que os casos de chikungunya e zika sofreram redução no primeiro trimestres deste ano, com o registro de 25 e 12 casos respectivamente, contra 1.387 e 743 do mesmo período de 2016.
Para evitar que isso aconteça, a população deve continuar atenta e evitar o acúmulo de água parada, uma vez que, segundo evidencia o supervisor de endemias da Sesau, a gestão estadual de saúde tem atuado de forma intensa na identificação e combate aos criadouros do Aedes aegypti. Para isso, desde o início de 2015, reforça Paulo Protásio, “foram realizadas ações educativas nos municípios, campanhas na mídia, orientado a população, capacitações de profissionais de saúde e mutirões para recolhimento de entulho, lixo e pneus velhos”, enumerou.
Investimento
E para ajudar no combate aos focos do mosquito Aedes aegypti, a Sesau investiu em duas ferramentas que atuam como aliadas para realizar uma verdadeira varreduranas casas, prédios públicos e logradouros públicos. Por meio do investimento em tecnologia de ponta, foram disponibilizadas duas ferramentas que têm auxiliado na caça ao vetor da dengue: o Serviço de Drone e o Aplicativo Juntos pela Saúde.
O Juntos pela Saúde possibilita que qualquer cidadão possa baixá-lo no telefone e fazer a denúncia de focos do Aedes aegypti. Lançado em fevereiro de 2016, o aplicativo já foi baixado por 7.227 pessoas e recebeu 3.127 denúncias, sendo 2.529 somente na capital. Entre os 50 bairros da capital, os que registraram maior número de denúncias foram a Jatiúca, Farol, Ponta Verde, Benedito Bentes e Poço. No interior, as quase 600 denúncias partiram de Arapiraca, Marechal Deodoro, Rio Largo e São Miguel dos Campos.
Ao utilizar o Juntos pela Saúde, qualquer cidadão pode fazer uma foto ou vídeo de um criadouro e enviar o material, acompanhando do endereço. As informações são repassadas para a Secretaria de Saúde do município que originou a denúncia, onde os agentes de endemias irão até o local para averiguar a veracidade e, com a confirmação, adotar as medidas para eliminar o foco, seja pela forma mecânica ou química.
Já com o Serviço de Drone, imagens aéreas são captadas de casas e prédios residenciais e públicos. Ao serem detectados focos do Aedes aegypti, por meio de imagens de alta definição, os agentes de endemias entram em campo para eliminar os focos do mosquito. O equipamento, que tem capacidade de ascender a uma altura de um quilômetro e pode se deslocar em até cinco quilômetros de raio, pode sobrevoar áreas de difícil acesso e filmar recipientes que possam acumular água, como piscinas, caixas d’água destampadas, garrafas ou pneus.
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