Nordeste

Ceará: barragem que se rompeu deve ser estabilizada em até 72h, diz ministro

Diário do Nordeste | 22/08/20 - 15h34 - Atualizado em 22/08/20 - 15h41

Após a análise de técnicos, estima-se que a barragem da Transposição do Rio São Francisco, no município de Jati, deverá ser estabilizada em até 72 horas. A informação foi divulgada pelo ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, durante coletiva de imprensa na tarde deste sábado (22).  

Segundo o ministro, uma vez que a estabilidade seja garantida, as famílias que foram orientadas a deixar o local poderão retornar às suas casas. "Amanhã, nessa mesma hora, faremos uma outra avaliação. Pode ser até que haja uma antecipação desse retorno das pessoas às suas residências", avalia.

“Não houve danos na estrutura da barragem em si. O que ocorreu foi o rompimento do duto, o que impede que as águas continuem sendo jogadas no Eixo Norte, para que fossem levadas à Paraíba e Rio Grande do Norte”, explica Marinho. 

Segundo ele, houve uma perda de quase 2 milhões de metros cúbicos de água, mas nem todo o volume foi desperdiçado. "Essa água foi escoada no canal do Eixo Norte, e está sendo recepcionada na barragem Atalho, que é a primeira em uma linha de seis barragens até a frotneira com a Paraíba", afirma.

O ministro acrescentou que, nos próximos 10 dias, deverá ser definido o período necessário para recompor o duto, para que volte a verter as águas no Eixo Norte.

Rompimento 

Uma parte da tubulação da barragem localizada no município de Jati, na região do Cariri, rompeu na tarde da sexta-feira (21). As águas fazem parte da obra de Transposição do Rio São Francisco e vão para o Açude Atalho, em Brejo Santo. 

O titular da Secretaria dos Recursos Hídricos do Ceará (SRH), Francisco Teixeira, explicou o que aconteceu para ocasionar o vazamento: "Na ombreira direita, tem uma tubulação que se incia em concreto e depois um bloco, onde está a emenda da tubulação em concreto com a tubulação em aço. Então, parece que nessa emenda houve um rompimento, um vazamento da tubulação. Então, esse jato d'água é devido à pressão. E a única preocupação é porque o jato d'água está sendo lançado na ombreira e no maciço da barragem, e tem um pequeno processo erosivo que, aparentemente, não afeta a estrutura da barragem", disse.