Futebol

Chamusca cita '5 minutos de desestabilização' e lamenta nova derrota em casa

Paulo Victor Malta | 06/09/19 - 15h31 - Atualizado em 06/09/19 - 15h33
Pei Fon / TNH1

O técnico Marcelo Chamusca não escondeu a frustração com a quarta derrota seguida do CRB em casa. Após o revés de virada para o Paraná no Rei Pelé, o treinador regatiano citou a saída do volante Claudinei por lesão no segundo tempo, o desequilíbrio emocional do time no momento dos gols e lamentou muito o apagão do time na etapa final. 

"(Derrota) Muito triste e sofrida para todos nós, pela forma como ela foi construída. Não foi uma derrota, como nós tivemos, por exemplo, no jogo do Bragantino aqui, onde eles tiveram superioridade e construíram através de capacidade e competência.  O adversário não mostrou absolutamente nenhuma capacidade e nem competência, mas foi eficiente, conseguiu aproveitar o momento emocional que a gente desequilibrou um pouco, teve capacidade porque o segundo gol, realmente, o cara acertou um chute espetacular e aí está todo mundo triste, todo mundo chateado. A mobilização foi grande, a gente fez todo trabalho que poderia, taticamente a equipe respondeu, mas em cinco minutos de desestabilização acabou perdendo o jogo, mais um resultado negativo dentro de casa que nos deixa muito tristes", lamentou o técnico.

Essa é a quarta derrota seguida em casa e a sexta do CRB como mandante na Série B. O Galo não ganha em Maceió desde o dia 23 de julho, quando venceu o Criciúma na 11ª rodada. O Alvirrubro deixou escapar mais uma chance de entrar no G-4, permaneceu com 30 pontos e caiu para a oitava colocação. O Regatas segue jogando em Maceió e recebe o Brasil de Pelotas na terça-feira (10), às 18h45, no Rei Pelé.  

"A gente vai ter que reagir porque terça-feira já tem outro jogo, e a competição é assim. É voltar a ganhar porque só dessa forma a gente vai conseguir continuar subindo na tabela de classificação", disse Chamusca.


Foto: Pei Fon / TNH1

Veja a avaliação do técnico sobre o jogo. 

"Resultado muito doído para nós, sofrido, pela forma como foi construído. Iniciamos com alguma dificuldade. O Paraná, a gente já sabia, vinha com a proposta de três volantes, fechando o centro do campo. Uma marcação de bloco baixo, praticamente com todos os jogadores no campo de defesa. Nós, naturalmente, tivemos alguma dificuldade de encaixar o jogo nesse primeiro momento. Depois nós conseguimos através de uma boa circulação, fazendo a bola passar pelos corredores. Sabíamos que a oportunidade que teríamos seria através de combinações pelos lados do campo". 

"Numa dessas, o Lucas Siqueira infiltrou bem, a gente conseguiu criar a oportunidade que nos fez abrir o marcador. Daí em diante o jogo passou a ter todo o nosso controle. Começamos a ter posse de bola maior que o adversário, eles não conseguiam encaixar a marcação. Tivemos duas ou três situações muito interessantes nos contra-ataques, inclusive no enfrentamento do Lucas Abreu, condição muito boa de finalização que poderíamos ter feito 2 a 0". 

"Na volto do segundo tempo eles fizeram uma substituição que acabou mudando um pouquinho a característica de jogo. De imediato, nós tentamos reagir com a mudança do posicionamento. O Lucas Abreu descia muito, a gente montava uma linha de 5, os volantes começaram a sair para dar sustentação pelos lados do campo com os dois zagueiros e começaram a ter muita liberdade de construção. Imediatamente nós subimos de novo o Lucas, pressionamos um pouco melhor e começamos a ter de novo o controle do jogo". 

"Tivemos ali uns 10 minutos no início do segundo tempo uma dificuldade em relação a esse momento. Eles fizeram essa substituição, voltaram um pouco mais ofensivo e os volantes tiveram muita liberdade de construção. A partir do momento que conseguimos fazer essa mudança de posicionamento e o Lucas passou a subir um pouquinho mais para pressionar os volantes, a gente tomou o controle do jogo de novo. O nosso goleiro estava trabalhando muito pouco. Até os 30 minutos o jogo estava muito bem controlado". 

"A partir da saída do Claudinei, o adversário encontrou uma situação pelo lado direito, aonde conseguiu uma finalização dentro da área, empatou o jogo. Aí a equipe, até de forma natural, por toda atmosfera, por tudo que a gente vem vivendo ao longo da competição, se desequilibrou um pouco na parte emocional do jogo. Eu tentei fazer as substituições para tornar o time um pouco mais ofensivo. Nós até conseguimos criar ali no final do jogo uma ou duas situações interessantes, que poderíamos pelo menos empatar o jogo, mas não tivemos a capacidade e a competência e acabamos ao final do jogo amargando mais uma derrota dentro de casa".