Cientistas conseguem "engarrafar o Sol" e armazenar energia

Publicado em 14/03/2026, às 15h08
Foto: Reprodução/NASA
Foto: Reprodução/NASA

Por CNN Brasil

Cientistas da University of California, Santa Barbara, desenvolveram uma tecnologia chamada 'sol engarrafado', que captura e armazena energia solar em forma de calor, podendo ser liberada sob demanda. Essa inovação pode transformar o armazenamento de energia, oferecendo uma alternativa eficiente às baterias convencionais.

A tecnologia utiliza uma molécula orgânica modificada chamada pirimidona, que armazena energia em ligações químicas e se mantém estável por anos, com uma densidade de energia superior a 1,6 megajoules por quilograma. Essa capacidade é maior do que a das baterias de íon-lítio, permitindo que o calor gerado seja suficiente para ferver água.

Os pesquisadores vislumbram aplicações futuras para o sistema em aquecimento doméstico e fornecimento de energia fora da rede elétrica, além de possibilitar o armazenamento de energia solar para uso noturno ou em dias nublados. O material solúvel pode circular por coletores solares, armazenando energia em tanques e liberando calor conforme necessário.

Resumo gerado por IA

Cientistas desenvolveram uma tecnologia descrita como um “sol engarrafado”, capaz de capturar a luz solar, armazenar energia por longos períodos e liberá-la sob demanda na forma de calor. O estudo foi publicado na revista científica Science por pesquisadores da University of California, Santa Barbara.

O novo material funciona como uma bateria líquida molecular.

Em vez de armazenar energia em pilhas ou grandes sistemas elétricos, a tecnologia utiliza uma molécula orgânica modificada chamada pirimidona, capaz de absorver luz solar e guardar energia em ligações químicas.

Segundo a professora Grace Han, que liderou a pesquisa, o sistema se baseia em um conceito conhecido como armazenamento molecular de energia solar térmica, no qual a energia fica presa na estrutura da molécula até ser liberada por estímulo externo.

O funcionamento foi comparado a óculos fotocromáticos, que escurecem ao sol e voltam ao normal em ambientes fechados. No novo material, porém, a mudança não é de cor, mas de estado energético, permitindo guardar e reutilizar a energia várias vezes.

Para desenvolver a molécula, os pesquisadores se inspiraram na estrutura do DNA. O material foi projetado para permanecer estável por anos, mantendo a energia armazenada sem perdas significativas.

Nos testes, a substância atingiu densidade de energia superior a 1,6 megajoules por quilograma, valor maior do que o de baterias convencionais de íon-lítio. O calor liberado pelo material foi suficiente para ferver água, algo considerado difícil nesse tipo de tecnologia.

Segundo os pesquisadores, o sistema pode ser usado no futuro para aquecimento doméstico, fornecimento de energia fora da rede elétrica e armazenamento de energia solar para uso durante a noite ou em dias nublados.

Como o material é solúvel, ele pode circular por coletores solares durante o dia, armazenar energia em tanques e liberar calor quando necessário, sem necessidade de baterias adicionais.

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