Cientistas descobrem uma nova explicação para o fato de gatos caírem em pé

Publicado em 12/03/2026, às 14h11
Imagem meramente ilustrativa - Foto: Freepik
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Por Um Só Planeta

Pesquisadores da Universidade de Yamaguchi, no Japão, descobriram que a habilidade dos gatos de aterrissar de pé após uma queda se deve à flexibilidade superior da coluna torácica em comparação à lombar, o que impacta a compreensão do movimento felino.

O estudo analisou a coluna vertebral de cinco gatos falecidos e utilizou câmeras de alta velocidade para observar o movimento de dois gatos saudáveis, revelando que a coluna torácica permite uma rotação quase livre, enquanto a lombar atua como estabilizadora.

Além de esclarecer esse comportamento, as descobertas podem ser aplicadas em modelos matemáticos de movimento animal, no tratamento de lesões na coluna de gatos e no desenvolvimento de robôs mais ágeis.

Resumo gerado por IA

A capacidade dos gatos de aterrissar de pé após uma queda intriga pessoas em todo o mundo há décadas. Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Yamaguchi, do Japão, ajuda a explicar porque isso acontece.

A equipe descobriu que essa habilidade se deve ao fato da coluna torácica (parte superior/média das costas) dos felinos ser mais flexível do que a coluna lombar (parte inferior das costas, mais próximo à cauda).

Reportagem da revista Newsweek relata que, neste trabalho, foi examinada a coluna vertebral de cinco cadáveres de gatos. As colunas torácica e a lombar foram separadas e testadas mecanicamente sob forças de torção para medir a flexibilidade, a força e a resistência à rotação.


Em seguida, os pesquisadores usaram câmeras de alta velocidade para filmar dois gatos saudáveis ​​enquanto eles se deitavam em uma almofada macia, colocando marcadores em seus ombros e quadris para rastrear o movimento de suas partes do corpo.

Os resultados revelaram que a coluna vertebral dos animais não é uniformemente flexível. A torácica apresenta uma flexibilidade muito maior e possui uma “zona neutra” - uma amplitude na qual pode girar quase livremente até cerca de 50º com pouco esforço. Já a lombar é mais rígida e atua como estabilizadora.

Esse arranjo estrutural explica a sequência do movimento durante a queda. Primeiro, os felinos giram a cabeça e as patas dianteiras em direção ao chão, aproveitando a maior mobilidade da coluna torácica e o fato de essa região ser mais leve. Depois, a parte posterior acompanha o movimento, funcionando como um suporte estável que permite completar a rotação.

E mais do que esclarecer um comportamento curioso, o estudo pode ter aplicações práticas, como aprimorar modelos matemáticos de movimento animal, contribuir para o tratamento de lesões na coluna de gatos e inspirar o desenvolvimento de robôs capazes de se mover de forma mais ágil.

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