Clássico alagoano é marcado por confusão entre treinadores e ação da PM: "Me chamou de filho da p*"

Publicado em 26/01/2026, às 09h56
Reprodução/NN Play
Reprodução/NN Play

por Pedro Acioli*

Publicado em 26/01/2026, às 09h56

O ASA venceu o CSE por 2 a 1 em um clássico marcado por uma intensa discussão entre os técnicos, que culminou na intervenção policial e uso de spray de pimenta. A confusão teve início devido à falta de cumprimento entre os treinadores antes da partida.

O técnico Dico Wooley alegou que a briga começou após Leandro Campos não o cumprimentar, enquanto Campos afirmou que Wooley o ofendeu, atacando sua mãe, que está internada com câncer. Ambos os treinadores trocaram ofensas, exacerbando a situação.

Após o jogo, Leandro Campos justificou sua ausência no cumprimento inicial, alegando falta de tempo devido ao protocolo de início da partida. A situação gerou repercussão negativa, levantando questões sobre a conduta dos profissionais envolvidos.

Resumo gerado por IA

No clássico do Agreste, entre CSE e ASA, uma confusão entre treinadores chamou a atenção após o apito final. O jogo válido pela 5ª rodada do Campeonato Alagoano acabou com a vitória do Fantasma por 2 a 1 nesse domingo (25), no Estádio Juca Sampaio, em Palmeira dos Índios. 

Leandro Campos, do CSE, e Dico Wooley, do ASA, foram vistos em uma briga, com agressões verbais, na saída de campo. Os dois trocaram ofensas e a intervenção da polícia foi necessária, com registro até de uso de spray de pimenta.

Em entrevista, o técnico do Alvinegro contou que a situação começou após o treinador do Tricolorido não cumprimentá-lo antes do início da partida, que seria uma obrigação de Leandro, por jogar em casa. 

"Ele não veio me cumprimentar, quando acabou o jogo fui em direção ao meu grupo e parabenizar a arbitragem. Ele começou a vir para cima de mim, apontar o dedo e dizer que eu era mal-educado, que eu sou colega de profissão. Eu disse: eu sou colega de profissão agora? e no começo?" contou.

Ainda segundo Wooley, o técnico do adversário passou a direcionar palavrões contra ele, que teria “respondido à altura”. 

“Eu tenho meu comportamento, minha personalidade. Fui, respondi a altura e foi quando começou a ter aquele tipo de situação que a gente não quer que aconteça”. 

“Me chamou de filha da put*"

A versão de Campos foi de que Wooley teria xingado a mãe dele, que está internada passando por um tratamento contra um câncer.

“Eu falei para ele ‘professor, vamos cumprimentar os companheiros de trabalhor, manter uma ética’. Já imediatamente, ele reagiu me chamando de filha da put*. A minha mãe nesse momento ela está no hospital, vai ser operada de câncer na língua e um moleque desse vai chamar minha mãe dessa forma”, relatou Leandro. 

Ainda segundo o comandante do CSE, ele não teria falado com Wooley no começo do jogo por "falta de tempo" no protocolo de início do jogo. 

“Eu não tive condições de me deslocar do meu banco, até o banco do adversário no início do jogo para cumprimentar um companheiro de profissão. Infelizmente, não deu porque estávamos cantando o hino nacional e o jogo começou imediatamente”. 

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