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Com oito novos casos, SP sinaliza alta na circulação da variante Delta

Metrópoles | 20/07/21 - 13h54 - Atualizado em 20/07/21 - 14h02
Arthur Menescal / Especial Metrópoles

A Prefeitura de São Paulo confirmou nesta terça-feira (20/7) oito novos casos da variante Delta e sinalizou intensificação da transmissão comunitária. Mais um caso positivo foi detectado, mas de uma pessoa vinda do Rio de Janeiro que estava de passagem pelo município.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, foi feita uma análise direcionada com 60 amostras de testes positivos para o coronavírus nos bairros da Moóca, Belenzinho e Aricanduva, na zona leste da capital, onde foram detectados quatro positivos para a variante. Mais dois casos foram registrados no bairro de Vila Guilherme, também na zona leste, e mais dois casos relacionados a pacientes internados.

“Vamos seguir medidas de rastreamento com todos esses casos para constatar se os pacientes tiveram contato com viajantes”, disse o secretário.

No último dia 14, a prefeitura havia afirmado confirmado a transmissão comunitária da nova mutação do vírus. O anúncio veio após o fim das investigações em torno do primeiro paciente que testou positivo para a variante Delta, um homem de 45 anos sem histórico de viagens ou contato com viajantes.

O inquérito que envolveu cerca de 30 pessoas que tiveram contato com esse paciente também não identificou contato com pessoas que estiveram em países onde a variante foi encontrada, como a Índia. Por isso, foi constatada a circulação comunitária, quando não é mais possível identificar a origem da transmissão.

A cidade de São Paulo terá até o fim deste mês 90% da população vacinada com ao menos uma dose, segundo anúncio do prefeito Ricardo Nunes em coletiva de imprensa nesta terça-feira. A transmissão, porém, continua alta porque apenas 10% da população está totalmente imunizada, o que contribui para a aparição de novas cepas devido à capacidade mutável do vírus, segundo especialistas.