Como foi a briga que antecedeu morte de passageiro por motorista de app

Publicado em 11/04/2026, às 17h36
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Por Folhapress

Um motorista de aplicativo foi preso após matar um passageiro com um canivete em São Bernardo do Campo, em um incidente que começou com uma briga motivada por vômito no carro. O passageiro, Jonatas Francisco Leite Lima, de 26 anos, foi ferido na barriga e não sobreviveu ao ataque.

A confusão teve início quando Jonatas vomitou no veículo, levando seu amigo a bater a porta com força, o que irritou o motorista, Carlos Augusto Coelho da Silva. Após uma troca de agressões, Carlos alegou que se sentiu ameaçado por gritos de pessoas que estavam no local.

Carlos foi preso em flagrante pela Polícia Militar, que encontrou o canivete usado no crime. Embora ele tenha alegado legítima defesa, a Polícia Civil manteve a prisão por homicídio, já que não há comprovação da sua versão dos fatos.

Resumo gerado por IA

Um motorista de aplicativo matou um passageiro com um canivete após uma briga que teria sido motivada por vômito no carro em São Bernardo do Campo (SP). As informações constam no boletim de ocorrência, que detalha o conflito que antecedeu a morte do homem.

A confusão teria começado após a vítima vomitar duas vezes dentro do veículo BYD King. O passageiro Jonatas Francisco Leite Lima, de 26 anos, voltava de um bar na madrugada de sexta-feira (10) com um amigo.

O motorista Carlos Augusto Coelho da Silva encerrou a corrida da categoria Uber Black. O amigo da vítima, Kauan da Silva Ramos, admitiu à polícia que bateu a porta do carro com muita força ao sair.

A atitude irritou o condutor, que saiu do veículo e iniciou as agressões. Carlos deu dois socos no rosto de Kauan, que caiu e desmaiou por alguns segundos na via pública.

Jonatas sofreu um golpe de canivete na barriga logo em seguida. Quando o amigo recuperou a consciência, a vítima já estava caída no chão, enquanto o motorista foi embora do local.

Segundo Carlos, ele se sentiu ameaçado porque no momento outras pessoas teriam chegado e gritado "mata ele", referindo-se ao motorista.

A Polícia Militar prendeu o autor do crime em flagrante pouco tempo depois. Os agentes encontraram Carlos dentro do carro em uma rua próxima e localizaram o canivete envolto em uma luva azul perto da calçada.

Motorista alega legítima defesa

Carlos afirmou aos policiais que sofreu ataques dos dois passageiros. Ele relatou que levou uma pancada na cabeça, precisou de pontos no hospital e trocou socos com os jovens para se defender.

O motorista declarou que a arma pertencia ao passageiro morto. "Ele puxou algo da cintura. Acabei atingindo a barriga dele durante a disputa pela arma", disse Carlos no depoimento registrado no documento.

A Polícia Civil não descartou a possibilidade de legítima defesa. No entanto, o delegado registrou que a situação não possui comprovação e manteve a prisão por homicídio, já que o indiciado tentou descartar a arma.

Amigo nega posse da arma

Kauan disse à polícia que o canivete não era dele nem de Jonatas. Ele explicou que os dois trabalharam juntos durante o dia e foram direto para o bar assistir a uma partida de futebol.

O jovem relatou desespero ao ver o amigo ferido no chão. Segundo o documento policial, Kauan chorou muito após a ambulância levar a vítima e socou uma parede por indignação, machucando os próprios punhos.

A reportagem não conseguiu localizar as defesas dos envolvidos no caso até o fechamento desta reportagem. O espaço está aberto para manifestação.

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