Congresso do Peru derruba presidente e declara cargo vago às vésperas das eleições

Publicado em 17/02/2026, às 17h10
Reprodução/Redes sociais
Reprodução/Redes sociais

Por Redação

O Congresso do Peru destituiu o presidente interino José Jerí, que enfrentava investigações por suposto tráfico de influência, marcando a oitava mudança de liderança no país em uma década. A decisão ocorre em um contexto de instabilidade política, com eleições gerais programadas para abril de 2024.

Jerí, que assumiu o cargo em outubro de 2023 após a destituição de Dina Boluarte, viu sua popularidade cair para 37% devido às investigações que surgiram após um encontro secreto com um empresário. A pressão por sua renúncia foi intensificada por figuras políticas e manifestantes que o acusavam de má conduta.

O novo presidente será escolhido em breve, com 115 congressistas habilitados a votar e uma maioria simples de 58 votos necessária para a aprovação. A rápida aprovação da censura está ligada à proximidade das eleições, enquanto o embaixador dos EUA no Peru defendeu a estabilidade do governo em meio a frequentes mudanças de liderança.

Resumo gerado por IA

O Congresso do Peru aprovou nesta terça-feira (17) uma moção para destituir o presidente interino José Jerí. Ele era o oitavo presidente em dez anos e era alvo de duas investigações de suposto tráfico de influência.

O novo presidente vai ser escolhido nesta quarta-feira (18), às 16h (horário de Brasília).
Ele assumiu a Presidência em 10 de outubro passado, substituindo Dina Boluarte, que foi destituída por incapacidade para continuar no cargo.

A decisão ocorre em um momento delicado para o país, com eleições gerais marcadas para 12 de abril.

O presidente interino do Congresso, Fernando Rospigliosi, havia anunciado que são 115 os congressistas habilitados a votar, sendo que a maioria necessária para aprovação da censura é de 58 votos.

Do lado de fora do Congresso, manifestantes pediam a destituição do presidente, acusando-o de má conduta.

Jerí nega ter cometido qualquer crime e afirma ter moral suficiente para permanecer no comando do país até as próximas eleições.

O Congresso necessitava de uma maioria simples para aprovar a censura e em seguida apontar um novo presidente do Legislativo para assumir interinamente o posto de presidente do país.

A aprovação rápida pela censura está ligada à campanha eleitoral, que já conta com mais de 30 candidatos presidenciais.

O candidato Rafael López Aliaga (Renovação Popular) pressionava pela renúncia de Jerí, enquanto o embaixador dos Estados Unidos em Lima, Bernie Navarro, defendeu a continuidade do governo, afirmando que a mudança frequente de presidentes não é normal.

Jerí teve um início promissor, mas sua popularidade caiu para 37% devido às investigações que envolvem supostas atividades de tráfico de influência.

Essas investigações começaram após um encontro secreto com um empresário e se ampliaram com alegações de sua interferência em contratações no governo.

Relembre os presidente do Peru desde 2016

  • Ollanta Humala (jul.11-jul.16) Ultimo líder peruano a concluir o mandato;
  • Pedro Pablo Kuczynski (jul.16-mar.18) Eleito em 2016, renunciou antes de ser destituído por denúncias de corrupção;
  • Martín Vizcarra (mar.18-nov.20) Foi vice de PPK, destituído pelo Congresso por denúncias de corrupção;
  • Manuel Arturo Merino (10.nov.20-15.nov.20) Era presidente do Congresso, renunciou por falta de apoio;
  • Francisco Sagasti (nov.20-jul.21) Presidia o Congresso, assumiu para completar mandato;
  • Pedro Castillo (jul.21-dez.22) Eleito em 2021, foi destituído ao tentar um autogolpe;
  • Dina Boluarte (dez.22-out.25) Foi vice de Castillo, deposta pelo Congresso por 'incapacidade moral';
  • José Jeri (out.25-fev.26) Presidia o Congresso, deve completar mandato até as eleições de 2026.

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