Conselho da ONU fará reunião de emergência sobre a Venezuela nesta segunda (5)

Publicado em 05/01/2026, às 08h35
Divulgação/ONU
Divulgação/ONU

Por CNN Brasil

O Conselho de Segurança da ONU convocou uma reunião de emergência para discutir a operação militar dos EUA na Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro, gerando preocupações sobre a escalada do conflito na região.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou sua preocupação com a violação do direito internacional e pediu um diálogo inclusivo na Venezuela, ressaltando que a situação representa um precedente perigoso.

A Venezuela enviou uma carta ao Conselho de Segurança condenando os ataques dos EUA e exigindo uma reunião urgente, além de uma forte condenação da agressão e medidas para responsabilizar Washington por suas ações militares.

Resumo gerado por IA

O Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) realizará uma reunião de emergência na segunda-feira sobre a operação dos EUA contra a Venezuela, informou a presidência do Conselho neste sábado.

"A presidência pretende realizar a reunião de emergência na segunda-feira às 12h do horário de Brasília", informou porta-voz da Missão Permanente da Somália junto às Nações Unidas. A Somália detém a presidência rotativa do Conselho de Segurança da ONU durante o mês de janeiro.

Após seis meses de ameaças e táticas de pressão, os Estados Unidos lançaram uma operação militar na Venezuela no sábado (3) e capturaram o presidente do país, Nicolás Maduro, em Caracas.

Em resposta à intervenção militar dos EUA no país sul-americano, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou em um comunicado divulgado pelo porta-voz, Stéphane Dujarric, que está profundamente alarmado com a escalada na Venezuela.

"Independentemente da situação na Venezuela, esses acontecimentos constituem um precedente perigoso", afirmou na nota.

"O secretário-geral continua a enfatizar a importância do pleno respeito – por todos – ao direito internacional, incluindo a Carta da ONU. Ele está profundamente preocupado com o fato de as normas do direito internacional não estarem sendo respeitadas", acrescentou.

O secretário-geral apela a todos os atores na Venezuela para que se engajem em um diálogo inclusivo, com pleno respeito aos direitos humanos e ao Estado de Direito, concluiu.

Também no sábado, a Missão Permanente da Venezuela junto às Nações Unidas enviou uma carta a Abukar Dahir Osman, presidente do Conselho de Segurança em janeiro, condenando os ataques armados "brutais, injustificados e unilaterais" dos EUA contra a nação sul-americana.

A carta também apresentou quatro exigências: uma reunião urgente do Conselho de Segurança para discutir a agressão dos EUA, uma forte condenação da agressão contra a Venezuela, a suspensão imediata dos ataques militares dos EUA e medidas para responsabilizar Washington por "crime de agressão".

As forças militares dos EUA bombardearam alvos civis e militares na capital Caracas e em outras cidades dos estados de Miranda, Aragua e La Guaira no início da manhã de sábado, e realizaram ataques em todo o país com helicópteros e aviões, segundo a carta.

A carta observou que os ataques constituem um ato flagrante de agressão premeditada, reconhecida e divulgada por Washington, e que violam "flagrantemente" a Carta da ONU.

O ataque dos EUA foi realizado contra um país em plena paz, afirmou a carta, observando que visa derrubar o atual governo venezuelano e impor um "governo fantoche" para saquear os recursos petrolíferos do país.

A realização da reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU conta com o apoio da Colômbia, membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU, e da Rússia, membro permanente do Conselho de Segurança da ONU.

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