A enfermeira Ana Beatriz Cavalcante Ramos, de 29 anos, foi assassinada em Penedo, Alagoas, em um caso de feminicídio, com o principal suspeito sendo seu marido, que está foragido. O crime gerou indignação entre a comunidade de enfermagem e a sociedade em geral, evidenciando a violência contra mulheres no Brasil.
Ana Beatriz foi morta com um tiro na cabeça dentro de sua casa, e a cena do crime revelou quartos revirados e a presença de várias armas. O suspeito, após o crime, foi visto em um bar e fugiu, se envolvendo em um acidente na sequência.
O Conselho Regional de Enfermagem de Alagoas expressou seu repúdio à violência de gênero e se comprometeu a lutar por justiça e políticas públicas que garantam a proteção das mulheres. A polícia continua as buscas pelo suspeito e solicita informações da população através do Disque Denúncia.
O Conselho Regional de Enfermagem de Alagoas (Coren-AL) se manifestou neste sábado, 13, sobre a morte da enfermeira Ana Beatriz Cavalcante Ramos, de 29 anos, que foi vítima de feminicídio na noite dessa sexta-feira, 12, em Penedo, região do Baixo São Francisco alagoano. O policial militar que era casado com ela há 10 anos é o principal suspeito e está foragido.
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Ana Beatriz foi assassinada com um tiro na cabeça dentro da residência do casal.
"O Coren-AL manifesta profundo pesar e, ao mesmo tempo, veemente repúdio diante do feminicídio da enfermeira Ana Beatriz Cavalcante Ramos, vítima de uma violência brutal que interrompeu sua vida de forma covarde e injustificável.
A morte de Ana Beatriz choca, entristece e revolta toda a enfermagem alagoana e a sociedade. Trata-se de uma perda irreparável para a profissão, para seus familiares, amigos e colegas, e um triste reflexo da persistente violência contra as mulheres em nosso país.
O Coren-AL repudia toda e qualquer forma de violência, especialmente a violência de genêro. O Conselho se solidariza com os familiares, amigos e colegas de profissão de Ana Beatriz, desejando força e acolhimento neste momento de dor profunda, e reafirma seu compromisso com a defesa da vida, da dignidade, da segurança e do respeito às profissionais de enfermagem.
Seguiremos firmes no enfrentamento à violência contra as mulheres, cobrando justiça, políticas públicas efetivas e ações concretas que garantam proteção e direitos. Nenhuma violência pode ser normalizada. Nenhuma mulher pode ser silenciada".

Na residência do casal, a polícia encontrou quartos revirados e muitas armas. De acordo com o delegado Esron Pinho, da Polícia Civil, o suspeito se dirigiu a um bar após o crime, onde seus amigos não conseguiram contê-lo. Em seguida, ele fugiu em desespero pelas ruas da cidade e se envolveu em um acidente.
Ainda segundo o delegado, a polícia passou a madrugada deste sábado indo em todos os hospitais da região, mas não conseguiu localizar o suspeito. Qualquer informação que possa ajudar na identificação do suspeito pode ser repassada à polícia pelo Disque Denúncia, no telefone 181. A ligação é gratuita e sigilosa.
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