Corpo de cabeleireira assassinada por companheiro no Dia da Mulher é encontrado carbonizado em Alagoas

Publicado em 09/03/2026, às 18h23
Montagem TNH1
Montagem TNH1

Por Redação

A cabeleireira Marileide Lopes da Silva Lima, de 42 anos, foi encontrada morta em um canavial na tarde desta segunda-feira (09), no município de São Miguel dos Campos, na Zona da Mata alagoana. Ela foi vítima de feminicídio nesse domingo, 8, Dia Internacional da Mulher, e teve o corpo carbonizado. O autor do crime está preso e confirmou que matou a vítima.

O corpo de Marileide foi localizado depois do depoimento do companheiro dela à polícia, quando o ele teria indicado o local. No relato, o homem também contou que teve uma discussão com a cabeleireira na manhã de domingo, motivada por ciúmes. Na sequência, segundo o assassino confesso, uma corda foi usada para sufocar a vítima até a morte. No entanto, a perícia encontrou marcas de arma branca no cadáver.

A polícia destacou que, durante depoimento, o homem disse ainda que o corpo de Marileide foi colocado na "carrocinha" de uma moto, coberto por lona, e levado até o canavial, onde foi incendiado com uso de gasolina e depois abandonado.

O homem preso deve responder pelo feminicídio, ocultação de cadáver e uso de documento falso. Apesar da confissão, a polícia ainda vai realizar outras diligências para concluir o inquérito nos próximos dias.

Desaparecimento

Marileide era procurada pela família desde o domingo quando foi vista pela última vez no Loteamento Hélio Jatobá I. Ela teve a imagem divulgada como desaparecida nesta segunda-feira pela Segurança Pública.

Para a polícia, o filho explicou que a cabeleireira estava na casa de uma pessoa, e depois de atender a um telefonema, acionou o serviço de um transporte por aplicativo e desde então não foi mais vista.

Em contato com o morador dessa casa, a família descobriu que as ligações eram recorrentes, até insistentes. Marileide teria dito a ele que era apenas a mãe tentando contato e que por isso precisava ir embora.

O corpo da mulher foi periciado pelo Instituto de Criminalística e encaminhado ao Instituto Médico Legal. 

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