Saúde

Covid-19: obesidade não reduz eficácia de vacinas, mostra estudo nos EUA

Metrópoles | 08/07/21 - 23h12
Secom Maceió

Um novo comunicado da The Obesity Society, dos Estados Unidos, divulgado nesta quarta-feira (7/7), confirma que as vacinas da Pfizer/BioNTech, Moderna e Johnson & Johnson são eficazes também entre pessoas obesas. Os índices chegam a superar o registrado em não-obesos.

Pesquisas anteriores haviam sugerido que as fórmulas contra a Covid-19 não protegem essas pessoas com a mesma eficácia identificada na população em geral.

Cientistas da entidade americana testaram os imunizantes em amplos grupos de participantes obesos. O grupo da Pfizer contou com 13.218 pessoas e a eficácia do imunizante foi de 95,4%, maior do que o índice identificado na população não-obesa, que é de 94,8%.

Para a vacina da Moderna, a eficácia revelada em 901 obesos é de 95,8%, número igualmente superior aos 95% encontrados na população em geral. No caso da vacina da Johnson & Johnson, que é de apenas uma dose, as 12.492 pessoas obesas obtiveram 66,8% de eficácia da vacina registrados 14 dias após terem sido imunizadas.

“A análise da eficácia das vacinas contra Covid-19 em determinados subgrupos de doenças tem sido difícil porque o número de participantes é muito pequeno. Mas esse não é o caso da obesidade”, destacou Alexandra Hajduk, pesquisadora da Escola de Medicina da Universidade Yale no comunicado oficial.

Estima-se que 42,4% dos americanos são obesos e a doença é considerada fator de risco para a forma mais severa da Covid-19, por isso a relevância do estudo publicado no periódico científico Obesity.