Criança de 2 anos que perdeu a mãe em acidente dos romeiros recebe alta no HGE

Menina de 2 anos sofreu traumatismo craniano no capotamento na AL-220 e já está em casa, em Coité do Nóia

Publicado em 03/03/2026, às 16h28
Pai e tias de Maria Larissa estiveram presentes durante todo o período de internação no HGE - Thallysson Alves / Ascom HGE
Pai e tias de Maria Larissa estiveram presentes durante todo o período de internação no HGE - Thallysson Alves / Ascom HGE

Por Redação com Ascom HGE

Maria Larissa Rodrigues Izidoro da Silva, de 2 anos, recebeu alta após quase um mês internada devido a um grave acidente na AL-220 que resultou na morte de sua mãe.

A criança sofreu traumatismo cranioencefálico e foi tratada em unidades de terapia intensiva, recebendo cuidados de uma equipe multidisciplinar que garantiu sua recuperação.

Após a alta, Maria Larissa retornou para casa em Coité do Nóia, onde foi recebida com uma comemoração pela família, encerrando um período de luto e apreensão para seus entes queridos.

Resumo gerado por IA

Após quase um mês internada em estado delicado, a pequena Larissa, de apenas 2 anos, que perdeu a mãe em um grave capotamento na AL-220, recebeu alta hospitalar do Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, e retornou para casa, no município de Coité do Nóia.

O acidente aconteceu no dia 3 de fevereiro, no trecho da AL-220 que corta São José da Tapera, envolvendo um ônibus com romeiros. 15 pessoas morreram, entre elas a mãe de Larissa e três crianças.

Larissa sofreu traumatismo cranioencefálico e foi inicialmente levada ao Hospital de Emergência do Agreste (HEA), em Arapiraca. Devido à gravidade do quadro, foi transferida para o HGE, onde permaneceu internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica sob acompanhamento multidisciplinar.

Segundo o pediatra Roney Damasceno, a criança recebeu atendimento de intensivistas, neurologistas, ortopedistas e cirurgiões pediátricos, além de equipe de enfermagem e fisioterapia. “O traumatismo cranioencefálico é sempre delicado, especialmente em pessoas tão pequenas. Felizmente, a resposta ao tratamento foi progressiva e consistente”, afirmou.

Com a estabilização clínica, a menina foi transferida para a enfermaria pediátrica, onde seguiu em recuperação até reunir condições seguras para alta médica.

O pai, Claudevan Izidoro da Silva, acompanhou toda a internação ao lado de familiares. “Foram dias muito difíceis, de muita dor pela perda da minha esposa, mas ver minha filha saindo daqui bem é um milagre”, declarou.

Maria Larissa deixou o hospital acompanhada do pai e de familiares, que estiveram ao seu lado durante todo o período de internação. Em casa, em Coité do Nóia, a menina foi recebida com uma pequena comemoração organizada por parentes e amigos próximos.

A alta encerra quase um mês de internação marcado por apreensão e luto.

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