"Crianças e gestantes estão sendo menos vacinadas do que gostaríamos", alerta Kfouri

Publicado em 27/03/2026, às 13h18
Ascom SESAU
Ascom SESAU

Por Revista Crescer

A Campanha Nacional contra a Gripe 2026 começa no próximo sábado (26), focada em grupos prioritários como gestantes e crianças. Embora o imunizante seja oferecido de forma gratuita no SUS, a adesão à vacina ainda é baixa.

"Crianças e gestantes estão sendo menos vacinadas do que gostaríamos", alertou o colunista da CRESCER Renato Kfouri, pediatra neonatologista, infectologista e presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Segundo o especialista, o vírus influenza atinge cerca de 15% a 20% dos brasileiros. E, sim, pode levar a quadros preocupantes, principalmente no caso das grávidas. Na gestação, o sistema imunológico da mulher muda e, além disso, as gestantes podem ter mais dificuldade respiratória.

Isso faz com que qualquer doença respiratória, como pneumonia, covid e gripe, seja mais grave em grávidas

Outro ponto importante da imunização na gestação é que os anticorpos contra o vírus passam para o bebê pela placenta. "Ao vacinarmos a gestante, além de protegê-la e evitar essas doenças que podem ser graves para ela, protegemos o bebê por meio da transferência de anticorpos", explica o especialista. Lembrando que o bebê só pode tomar a vacina da gripe a partir dos seis meses.

Esquema de doses:

  • Crianças entre 6 meses e 8 anos de idade: duas doses na primeira vez em que forem vacinadas (primovacinação), com intervalo de um mês, e dose única nos anos seguintes.
  • A partir de 9 anos: dose única anual.
  • Grávidas: dose anual.

👁️ Quem pode tomar a vacina da gripe?

  • Crianças de 6 meses a menores de 6 anos (5 anos, 11 meses e 29 dias)
  • Gestantes;
  • Idosos com 60 anos;
  • Grupos mais suscetíveis a formas graves da doença.

Influenza no Brasil

O último boletim da Fiocruz, divulgado na última quinta-feira (26), apontou um aumento do número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). O cenário tem sido impulsionado pelo incremento das hospitalizações por influenza A, rinovírus e vírus sincicial respiratório (VSR).

Prevalência de casos e óbitos

Casos

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de:

  • 45% de rinovírus;
  • 27,8% de influenza A;
  • 14,6% de vírus sincicial respiratório;
  • 9,1% de Sars-CoV-2 (Covid-19)
  • 1,4% de influenza B;

    Óbitos
  • 35,9% de influenza A;
  • 29,1% de Sars-CoV-2 (Covid-19);
  • 27,2% de rinovírus;
  • 5,8% de vírus sincicial respiratório;
  • 2,9% de influenza B;

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