De um lado, Danielzinho comemorava o pentacampeonato alagoano com o CRB. Do outro, era um pai preocupado com o filho Henrique, diagnosticado com paralisia cerebral após complicações no parto. Logo após a partida, o meia se emocionou ao relembrar os momentos difíceis.
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O filho nasceu no ano passado e, segundo a mãe, sofreu Hipóxia Neonatal (redução do fornecimento de oxigênio aos tecidos do bebê) durante o parto normal. Ele sofreu toco traumatismo (lesões no cérebro causadas durante o parto) e precisou ser reanimado.
As gravidades das lesões resultaram em paralisia cerebral. Henrique precisou passar por cirurgias, ser transferido para o Rio de Janeiro e ficar quase seis meses na UTI, antes de receber alta na véspera de Natal.
É difícil falar disso agora. Meu filho vive um momento delicado. Tive que transferi-lo de hospital, de Maceió para o Rio de Janeiro. Graças a Deus, conseguimos a alta dele. Hoje ele está em casa", disse o meia, em entrevista ao repórter Thiago Luiz, da TV Pajuçara.
Danielzinho destacou o apoio dos companheiros de time, que sempre incluíam o nome de Henrique nas orações durante as concentrações, e do técnico Eduardo Barroca.
Mas a vida é isso aí, dá batalhas para a gente enfrentar. E eu estou enfrentando de cabeça erguida, com a ajuda de todos os companheiros, que fazem as reuniões na concentração e sempre colocaram o nome do meu filho em oração. Agradeço ao Barroca, que sempre pergunta como ele está.
Apesar de todo o desafio, Danielzinho segue firme dentro e fora de campo, mantendo a esperança de dar uma vida melhor ao filho.
Vivo de cabeça erguida. Tenho que trabalhar e correr atrás para garantir uma vida melhor para ele. Espero que tudo dê certo, e tenho fé que vai dar.
Gabrielle Napoleão compartilhou nas redes sociais os dias de tensão enquanto o filho Henrique esteve na UTI.
Foram 38 dias entubado, muitas infecções, duas cirurgias, algumas intercorrências, combos e mais combos de medicações, uma transferência de estado, quase 6 meses dentro de uma UTI. Dias de tristeza, angústia, oração, fé.. muita fé, que você sairia dessa. Dias sentada naquela cadeira por horas esperando você melhorar. Meses sendo resiliente e ordenhando, mesmo com o peito doendo, por conta do atrito do extrator, mas sabendo que não iria apenas alimentar você, mas também outros bebês.. 5 meses de aleitamento materno exclusivo mesmo por sonda 🥺", iniciou.
Ela ainda lembrou a importância de Danielzinho, que se manteve forte durante todo o período, enquanto precisava conciliar a saúde do filho e os compromissos dentro de campo pelo CRB.
O Daniel, mesmo nesse momento tão frágil, se manteve forte o tempo todo. Você vê a pessoa trabalhando, mas não imagina o turbilhão de coisas por trás, quantos pós-jogos sendo ‘comemorados’ no silêncio da UTI.”
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