Defesa de Bolsonaro volta a pedir prisão domiciliar

Publicado em 14/01/2026, às 11h28
Saúde do ex-presidente estaria debilitada - Foto: Arquivo/PR
Saúde do ex-presidente estaria debilitada - Foto: Arquivo/PR

Por Agência Brasil

A defesa de Jair Bolsonaro solicitou novamente ao STF a concessão de prisão domiciliar por questões de saúde, citando enfermidades e complicações após uma queda recente, enquanto o ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de estado.

Os advogados argumentam que os riscos à saúde de Bolsonaro, que inclui um traumatismo craniano leve, se tornaram uma realidade objetiva, e pedem tratamento equivalente ao concedido a Fernando Collor, que obteve prisão domiciliar após comprovar problemas de saúde.

Apesar das solicitações, o ministro Alexandre de Moraes negou o pedido, afirmando que a equipe médica da Polícia Federal é capaz de fornecer o atendimento necessário, mantendo Bolsonaro em uma sala especial nas instalações da PF desde novembro.

Resumo gerado por IA

A defesa voltou a pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) a concessão de prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro, por motivos de saúde, diante de enfermidades sofridas pelo político de 70 anos, incluindo as consequências de uma queda recente. 

Bolsonaro foi condenado em setembro pela Primeira Turma do Supremo a 27 anos e três meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de estado. Desde então, os advogados tentaram diversas vezes convencer o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, a conceder prisão domiciliar humanitária para ao ex-presidente, todas sem sucesso. 

No pedido mais recente, a defesa cita “riscos clínicos concretos e reiteradamente advertidos pela equipe médica”. Tais riscos deixaram de ser projeções e se tornaram “realidade objetiva”, escreveram os advogados. 

Preso na Polícia Federal “Nesse contexto, a prisão domiciliar não se apresenta como medida de conveniência ou favor, mas como única forma juridicamente adequada de compatibilizar a execução da pena com a preservação mínima da saúde e da vida do apenado”, alega a defesa. 

Bolsonaro está preso em uma sala nas instalações da Polícia Federal (PF), em Brasília, desde 22 de novembro, quando tentou violar a tornozeleira eletrônica que utilizava.

Desde então, obteve mais de uma vez autorização para ser deslocado sob escolta até um hospital particular, inclusive para a realização de uma cirurgia de correção de hérnia inguinal. 

Outra ida ao hospital ocorreu após uma queda dentro da sala especial em que Bolsonaro está preso, em 7 de janeiro, quando o ex-presidente foi autorizado a realizar exames que confirmaram um traumatismo craniano leve. 

Isonomia - Em todas as ocasiões, contudo, Moraes entendeu não haver justificativa para a concessão da prisão domiciliar. Na visão do ministro, a legislação não permite a concessão do benefício a Bolsonaro, uma vez que a equipe médica da PF assegura ter condições de prestar atendimento adequado ao preso. 

No pedido protocola na noite de terça-feira (13), a defesa de Bolsonaro pediu ainda isonomia em relação ao tratamento dado ao ex-presidente Fernando Collor, que teve concedido o benefício de prisão domiciliar uma semana após ter sido preso, depois de comprovar enfermidades como transtorno de personalidade e humor. 

Bolsonaro sofre de diversas enfermidades relacionadas a uma facada que tomou na barriga durante a campanha eleitoral de 2018 e teria condições de saúde “ainda mais graves” que Collor, alegou a defesa do ex-presidente.

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