Delegado descarta homofobia em crime contra representante comercial

As investigações acerca da morte do representante comercial Aroldo Flavius Cataldi, de 46 anos, encontrado enforcado em sua residência, no Salvador Lyra, em Maceió, na última quarta-feira (21), indicam que o crime não foi motivado por homofobia.

Publicado em 23/06/2017, às 12h06

Por Redação

As investigações acerca da morte do representante comercial Aroldo Flavius Cataldi, de 46 anos, encontrado enforcado em sua residência, no Salvador Lyra, em Maceió, na última quarta-feira (21), indicam que o crime não foi motivado por homofobia.

O delegado Thiago Prado, à frente do inquérito, disse ao TNH1 que ouviu o principal suspeito do crime, Alexandre da Silva Amorim, preso no mesmo dia, e ele teria admitido apenas que conhecia Aroldo. A reportagem questionou se eles mantinham um relacionamento homoafetivo, mas o delegado descartou a possibilidade.

"Não havia um relacionamento amoroso, mas eles já se conheciam. Eu não posso afirmar que o autor também é homossexual porque ele não admite, mas fica evidenciado que eles tinham uma relação de amizade", explicou Prado.

Segundo o delegado, o crime ainda não foi elucidado. Apesar da prisão do principal suspeito, o caso prossegue sendo examinado. A polícia ouve familiares da vítima e aguarda o resultado da perícia realizada pelo Instituto de Criminalística.

Ainda de acordo com o delegado, é investigada a possibilidade de envolvimento de outra pessoa no assassinato. “É isso que também estamos avaliando com a continuidade das investigações: se há a participação de outra pessoa nesse crime. Isso não está descartado.”

Aroldo trabalhava na usina Caetés e ficou bastante conhecido no sertão alagoano porque já ocupou o cargo de gerente da Fábrica da Pedra em Delmiro Gouveia. Ele foi encontrado morto em casa, amarrado embaixo da cama e com sinais de enforcamento.

Segundo amigos da vítima, alguns eletrônicos e objetos de valor foram levados da residência. Por isso, até o momento, o crime está caracterizado como latrocínio. O principal suspeito do caso, o mecânico Alexandre, de 23 anos, não tinha passagem pela polícia.

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