Durante uma brincadeira em casa, a filha mais nova da influenciadora Carolina Tognon, Mariah, de 2 anos, sofreu uma lesão na córnea, resultando em dor intensa e a necessidade de atendimento médico imediato.
A lesão foi identificada como um corte superficial, que, embora doloroso, poderia ser tratado com medicamentos, mas a situação se complicou quando Mariah ingeriu um líquido desconhecido no hospital.
Após o incidente, Carolina ficou aliviada ao perceber que a filha havia vomitado o líquido ingerido, e especialistas alertam sobre a importância de monitorar lesões oculares em crianças, recomendando acompanhamento oftalmológico regular para evitar complicações futuras.
Dois irmãos juntinhos no sofá de casa — uma cena que pode ser de puro amor ou terminar em pânico! Na casa da influenciadora Carolina Tognon, 37, de Londrina (PR), a situação estava mais para a segunda alternativa. Guilherme, 6, e Mariah, 2, brincavam juntos quando a caçula sofreu uma lesão na córnea.
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“Foi algo muito bobo”, diz a mãe, em entrevista a CRESCER. “Eles estavam brincando, um abraçando o outro, jogando para cá e para lá no sofá, pulando... Eles não estavam brigando, estavam brincando de verdade”, reforça.
Carolina estava do outro lado da sala, pegando um sapato, quando ouviu o choro. “Mãe conhece o choro, né? Era um choro diferente, um choro de dor”, descreve. No primeiro momento, ela nem imaginou que fosse o olho. “Eu achei que tinha quebrado um dedo, um braço. Eu não conseguia ver que era no olho. Só percebi depois”, lembra.
Mariah não conseguia abrir o olho e chorava muito. Quando finalmente abriu, a mãe notou um risco bem no meio. “Um risco transparente, bem sutil. Parecia uma ramelinha”, diz ela. Desconfiada, Carolina enviou um vídeo para uma amiga oftalmologista. A resposta veio rápida: era preciso ir ao hospital.
Lá, a médica aplicou colírio para avaliar a lesão. Era um corte superficial na córnea que, segundo a especialista, justificava a dor muito forte. Felizmente, a situação poderia ser resolvida com medicamentos. No final, tudo ficaria bem. Mas o dia de aventuras da pequena Mariah ainda não estava encerrado...
Ainda no hospital, muito rapidamente, a pequena viu um copo com líquido branco e simplesmente bebeu. “Parecia uma creatina, algo assim”, compara a mãe, que ficou desesperada na hora, porque não fazia ideia do que era.
“Não parecia um medicamento porque não tinha gosto. Ou era um medicamento sem gosto. Parecia um pó”, relata. “Eu não sei o que era. Ninguém soube”, afirma. "Ela tomou dois goles muito grandes. Eu fiquei nervosa, tentávamos descobrir o que era e nada”, lembra.
Por fim, na hora de ir embora, a mãe pegou um copo de água normal e levou até o carro. Assim que a menina estava na cadeirinha, Carolina ofereceu para ela tomar. “No que ela tomou, se engasgou com a água e começou a vomitar pelo carro inteiro”, conta. A mãe ficou mais tranquila, porque deduziu que a filha colocou para fora o líquido que tomou antes. E ficou tudo bem, depois. Ufa!
Apesar do dia agitado, Carolina garante que Mariah é tranquila, enquanto o mais velho é mais hiperativo. “Mas os dois são crianças do movimento, que gostam de correr. Crianças normais”, afirma.
Assista ao vídeo abaixo (se não conseguir visualizar, clique aqui):
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Lesão na córnea: quando se preocupar
A oftalmologista pediátrica Yessa Vervloet Bertollo Lamego Rautha, explica que acidentes como esse, assim como quando envolve objetos pontiagudos, podem causar catarata traumática, descolamento de retina, infecções e, inclusive, levar à perda de visão. “As complicações dependem da profundidade da lesão. Quando ela é mais superficial, não há perfuração, pode cicatrizar completamente, apesar da dor e do desconforto. Já se a integridade do olho é afetada, pode haver perda visual”, explica.
A especialista alerta que, mesmo em caso de uma rápida recuperação, é importante acompanhar de perto o desenvolvimento do olho machucado. Qualquer lesão no período crítico do desenvolvimento visual, entre 0 e 7 anos, pode gerar sequelas que você não vai conseguir corrigir na vida adulta. Por isso, mesmo depois da recuperação, é fundamental acompanhar esse olho com frequência.
A recomendação é que todas as crianças façam acompanhamento oftálmico anualmente. "Quando houve lesão, o ideal seria avaliar pelo menos a cada seis meses, mas a indicação deve ser individual de acordo com a lesão apresentada”, diz.
Além disso, uma dica importante é nunca menosprezar queixas apresentadas pelas crianças. “O olho tem estruturas muito pequenas, e às vezes os pais não conseguem ver a olho nu uma lesão, por isso, em qualquer caso de queixa, é importante levar a sério e procurar atendimento médico. Há lesões que não são visíveis na superfície, mas podem causar alterações internas, então leve a sério uma reclamação do seu filho, mesmo que você não consiga ver nada”, finalizou.
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