Neuropsicóloga lista estratégias essenciais para manter a qualidade de vida do paciente
Em 30 de março é celebrado o Dia Mundial do Transtorno Bipolar. O número de pessoas com o diagnóstico de Transtorno Afetivo Bipolar (TAB) é elevado. De acordo com dados de 2021 da Organização Mundial da Saúde (OMS), a bipolaridade é uma patologia neurológica grave que afeta cerca de 37 milhões de pessoas no mundo.
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Essa condição de saúde mental é caracterizada por alterações extremas de humor, que incluem episódios de mania e depressão. O diagnóstico da doença é realizado, na maioria das vezes, em indivíduos na faixa dos 16 aos 25 anos, mas o transtorno pode se manifestar desde a infância até a terceira idade.
Além das oscilações de humor, o transtorno pode impactar diretamente funções cognitivas como atenção, memória e planejamento — fatores que influenciam a rotina, o desempenho profissional e as relações pessoais.
Segundo a neuropsicóloga da startup espanhola de terapia cognitiva NeuronUP, Martha Valeria Medina Rivera, o tratamento precisa ir além do controle dos episódios agudos. “Mesmo em fases de estabilidade do humor, muitos pacientes apresentam dificuldades cognitivas sutis. Quando não tratadas, elas comprometem a autonomia e a qualidade de vida”, explica.
Dados do artigo científico “Cognitive rehabilitation in bipolar spectrum disorder: A systematic review”, publicado na revista IBRO Neuroscience Reports, indicam que cerca de 70% das pessoas com transtorno bipolar podem apresentar algum grau de prejuízo cognitivo, especialmente na memória verbal, na velocidade de processamento e nas funções executivas.

O reconhecimento e o diagnóstico são fundamentais para o tratamento dessa condição. Conforme Martha Valeria Medina Rivera ressalta, é importante procurar avaliação profissional, caso os seguintes sintomas sejam identificados:
Além desses, sintomas depressivos leves, mas contínuos, como apatia e fadiga mental, também não devem ser descartados.
A neuropsicóloga também reúne quatro estratégias para auxiliar na qualidade de vida e no gerenciamento dos sintomas do paciente diagnosticado com TAB. Confira:
Por Patrícia Martins Buzaid
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