Brasil

Diálogos confirmam que estudante tinha intenção de reproduzir Naja no DF

Metrópoles | 14/08/20 - 13h56
Ivan Mattos / Zoológico de Brasília

Diálogos interceptados pela Polícia Civil do Distrito Federal comprovam que o estudante de medicina veterinária Pedro Henrique Santos Krambeck Lehmkuhl, 22 anos, picado por uma cobra Naja kaouthia criada clandestinamente em sua casa, no Guará, tinha intenção de reproduzir a serpente asiática para vender. Pedro foi indiciado por tráfico de animais, associação criminosa e exercício ilegal da medicina.

Em uma conversa, o interlocutor indaga: “Você vai vender ela (sic)?”. Pedro responde: “Quero reproduzir”. O inquérito conduzido pela 14ª Delegacia de Polícia (Gama) teve como principal alvo o estudante de veterinária.

A mãe de Pedro, Rose Meire dos Santos Lehmkuhl, e o padrasto dele, o coronel da PMDF Eduardo Condi, também foram indiciados, assim como o major Joaquim Elias Costa Paulino, comandante do Batalhão Ambiental da Polícia Militar do DF.

“Foi elucidado um esquema de tráfico de animais a partir desse rapaz, onde se comprovou que ele trafica animais. Ele traz cobras de outros estados. Temos registros de viagens, vendas, diálogos a partir de aplicativos de conversa. Compra, venda, valores. Pessoas que compareceram à delegacia e que confirmaram o valor, modo de entrega”, afirmou o delegado Willian Ricardo, da 14ª DP.