Tiago Sóstenes Miranda de Matos, suspeito de feminicídio da namorada Flávia Barros em Aracaju, foi exonerado do cargo de diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso-BA após a repercussão do crime. A exoneração foi publicada no Diário Oficial do Estado e ocorre em meio à investigação do caso.
Flávia Barros, de 38 anos, foi morta a tiros em um hotel, e Tiago, que cometeu o crime, tentou suicídio em seguida. Ele permanece internado em estado estável após cirurgia, enquanto a arma do crime foi apreendida pela polícia.
A Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) está acompanhando a investigação e enviou equipes para monitorar o caso. Tiago não tinha histórico de condutas inadequadas, mas a apuração está sob responsabilidade da Secretaria da Segurança Pública de Sergipe.
Tiago Sóstenes Miranda de Matos, suspeito de matar a namorada Flávia Barros a tiros em um hotel em Aracaju-SE, nesse fim de semana, foi exonerado do cargo de diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso-BA, unidade vinculada à Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap). A exoneração foi informada inicialmente pela CNN Brasil e publicada no DOE (Diário Oficial do Estado) desta terça-feira (24).
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A decisão ocorre após a repercussão do caso de feminicídio registrado no domingo (22). Para o lugar dele, foi nomeado Alexandro Souza da Silva, que assume o cargo de diretor do Presídio Regional de Paulo Afonso. Tiago havia sido nomeado para o cargo em 29 de maio de 2025 e não ocupava funções anteriores na estrutura da pasta.
Em nota, a Seap informou que acompanha o caso por meio da Corregedoria e que, desde que tomou conhecimento do crime, entrou em contato com as autoridades de Sergipe, responsáveis pela investigação. A pasta também deslocou equipes da SGP (Superintendência de Gestão Prisional) e da CMASP (Coordenação de Monitoramento e Avaliação do Sistema Prisional) para acompanhar o caso de perto. A secretaria destacou que a apuração está sob responsabilidade da Secretaria da Segurança Pública de Sergipe.
Ainda segundo a Seap, o servidor não respondia a processo administrativo disciplinar, tinha histórico funcional considerado regular e não apresentava registros de condutas incompatíveis com o cargo ou indícios de instabilidade de ordem pessoal ou emocional.
Relembre o caso
A empresária alagoana e estudante de direito, Flávia Barros, de 38 anos, foi morta a tiros em um hotel na orla de Atalaia, em Aracaju. O principal suspeito é o então diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso, que, segundo a Polícia Civil, cometeu o crime no local onde o casal estava hospedado. A arma de fogo foi apreendida.
Após atirar contra a vítima, ele tentou tirar a própria vida e foi socorrido para o Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), onde permanece internado. Segundo a SES (Secretaria de Estado da Saúde) de Sergipe, ele passou por cirurgia ainda no domingo e, conforme a última atualização divulgada na segunda-feira (23), apresenta quadro de saúde estável, sob vigilância neurológica.
A reportagem deixa o espaço aberto para a defesa de Tiago se manifestar sobre a acusação.
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