Dirigente alerta para 'colapso' da Série B em meio à indefinição; entenda

Publicado em 02/02/2026, às 17h18
Joilson Marconne / CBF
Joilson Marconne / CBF

Por Gabriel Amorim

O vice-presidente do Vila Nova, Hugo Jorge Bravo, alertou para o risco de um “colapso” da Série B caso a CBF não confirme apoio financeiro no custeio de despesas essenciais. Segundo o dirigente, ainda não há definição se a entidade seguirá arcando com gastos como arbitragem, exames antidoping e logística, o que já gera apreensão entre os clubes.

Hugo Bravo afirmou que o cenário é preocupante, com a possibilidade de uma cota inferior à do ano passado e viagens que podem ultrapassar R$ 200 mil por jogo. Ele destacou que, caso esses custos sejam repassados aos clubes, algumas equipes podem enfrentar sérias dificuldades financeiras, com risco de demissões de atletas e até jogos por W.O. por falta de recursos para viajar.

Atualmente, a maioria dos clubes da Série B tem contrato de transmissão com a ESPN, válido até 2027, enquanto Náutico e São Bernardo negociaram seus direitos de forma independente com a Globo. Apesar das incertezas, o dirigente disse manter expectativa positiva com a nova gestão da CBF e aguarda definições que garantam a sustentabilidade da competição.

Resumo gerado por IA

Os bastidores da Série B do Campeonato Brasileiro estão quentes. Em entrevista coletiva, o vice-presidente do Vila Nova, Hugo Jorge Bravo, demonstrou forte preocupação com a situação financeira dos clubes e alertou para um possível "colapso" da competição caso a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não confirme apoio no custeio de despesas essenciais.

Segundo o dirigente, ainda não há definição se a CBF seguirá arcando com custos que historicamente fazem parte do orçamento da entidade, como arbitragem, exames antidoping e despesas logísticas. O tema será discutido no conselho técnico da Série B, mas a indefinição já gera apreensão entre os clubes.

Até o momento, o cenário da Série B é terrível. Já se fala em uma cota inferior à do ano passado. Se atribuírem logística e arbitragem aos clubes, a competição colapsa", afirmou Hugo Bravo, lembrando que uma viagem para um jogo da Série B não sai por menos de R$ 200 mil.

O vice-presidente do Vila Nova foi enfático ao alertar que, caso os custos sejam repassados aos clubes, alguns poderão enfrentar sérias dificuldades de caixa, com risco de demissões de jogadores e até jogos por W.O., por incapacidade financeira de viajar.

Atualmente, a maioria dos clubes da Série B tem contrato de direitos de transmissão com a ESPN, que exibiu a competição na última temporada e mantém acordo até 2027.

No entanto, Náutico e São Bernardo, recém-promovidos, não fazem parte da Liga Forte Futebol e optaram por negociar os direitos de forma independente. Ambos fecharam com a Globo, garantindo valores superiores aos recebidos pelos demais clubes neste momento.

Apesar do cenário de incerteza, Hugo Jorge Bravo disse manter expectativa positiva com a nova gestão da CBF e aguarda definições que possam assegurar a sustentabilidade da Série B.

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