Arquitetas destacam as vantagens dessa solução e ensinam como transformar espaços com criatividade
Versáteis e funcionais, as divisórias surgem como uma solução inteligente para organizar os ambientes sem a necessidade de obras estruturais. Elas ajudam a otimizar a área disponível, criando setores bem definidos de forma prática. Quando pensadas com cuidado no design, também se destacam na decoração, trazendo estilo e identidade ao ambiente.
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As arquitetas Carolina Castilho e Marianna Teixeira, da Freijó Arquitetura, que utilizam as divisórias em projetos de interiores, explicam que uma das vantagens é a facilidade e rapidez na instalação. “Além disso, elas podem ser facilmente revertidas, sendo uma ótima opção para quem tem um imóvel alugado, por exemplo”, afirmam.
De acordo com elas, a divisória pode ser implementada em quase todos os ambientes, mas alguns pedem atenção especial. “Na cozinha, por exemplo, o material precisa ser muito bem pensado para facilitar a limpeza”, alertam.
As divisórias também têm outra vantagem com relação à parede de alvenaria: permitem a passagem de iluminação ou ventilação, dependendo do material escolhido. “A única desvantagem, nesses casos, é que não há isolamento acústico. Então, se essa for a intenção, indicamos uma parede convencional”, ressaltam.
Há inúmeras possibilidades de criação de divisórias, e com criatividade, elas podem fazer a diferença na decoração. Carolina Castilho e Marianna Teixeira dizem que nos projetos que assinam utilizam com mais frequência as divisórias de MDF ou madeira natural, já que com esses materiais é possível ter mais liberdade para desenhar e fazer elementos na medida para cada ambiente.
Mas explicam que outros materiais também podem criar divisões e levar charme às residências, como as cortinas, um dos mais antigos tipos de divisórias. “As cortinas ocupam pouco espaço e, quando são recolhidas, integram novamente as áreas; além disso, é possível brincar com as cores e materiais. Se pensarmos em cortinas com sistemas motorizados, essas divisórias se tornam ainda mais legais”, ensinam.
Outra sugestão das arquitetas da Freijó Arquitetura é criar divisórias utilizando cobogós de cerâmica esmaltada, que podem ser vazadas ou não, ou mesmo bloco de vidro, que são materiais de fácil limpeza, recomendados para utilização nas cozinhas e lavanderias.
O ripado de madeira ainda segue sendo muito procurado para as divisórias, na forma de painel. No entanto, as profissionais dizem que a tendência agora está nos ripados assimétricos com ripas espaçadas de maneira aleatória ou de larguras diferentes. “As ripas mais largas também estão mais em alta, em vez das menores”, acrescentam.

Segundo as arquitetas, a utilização de divisórias não requer muitos cuidados, “mas é sempre bom verificar se a laje vai suportar o peso da divisória, caso ela for ser fixada no forro de gesso”, explicam. Nesse caso, a recomendação é prever um reforço que pegue a laje, pois se for ficar fixada apenas no gesso, ela irá cair. A mesma coisa com as de piso, dependendo do material, como os cobogós, é preciso estruturá-los com uma amarração de vergalhões horizontais e verticais, além da utilização de argamassa de assentamento.
Apesar dos vários benefícios, as arquitetas listam alguns dos erros mais comuns na escolha do material para a criação das divisórias:
Por Monica Alonso
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