Eclipse mais longo do século pode deixar áreas 'no breu' por minutos; veja quando

Publicado em 10/03/2026, às 13h53
Imagem meramente ilustrativa - Foto: Reprodução/Freepik
Imagem meramente ilustrativa - Foto: Reprodução/Freepik

Por O Globo

Um eclipse solar total ocorrerá em 2 de agosto de 2027, com a Lua cobrindo completamente o Sol por até 6 minutos e 22 segundos, criando um efeito de entardecer em algumas regiões do planeta.

A faixa de totalidade, que terá 258 quilômetros de largura, cruzará dez países, incluindo Espanha e Egito, e será visível em uma área de aproximadamente 2,5 milhões de quilômetros quadrados.

Astrônomos destacam que a longa duração do eclipse se deve à posição da Lua em seu perigeu, e um eclipse solar parcial também está previsto para 21 de setembro de 2027, desmentindo rumores de que não haverá outros eclipses naquele ano.

Resumo gerado por IA

Um eclipse solar total previsto para 2 de agosto de 2027 promete transformar o dia em um breve entardecer em algumas partes do planeta. Em pontos específicos da Terra, a Lua deverá encobrir completamente o Sol por até 6 minutos e 22 segundos, a maior duração registrada em terra firme no século XXI, de acordo com estimativas de astrônomos.

O fenômeno poderá ser observado parcialmente em áreas da Europa, da África e da Ásia. Já a fase mais impressionante, chamada de totalidade — quando o disco solar fica totalmente oculto — ocorrerá apenas em uma faixa estreita do planeta.

Faixa de escuridão cruzará dez países

A chamada faixa de totalidade terá cerca de 258 quilômetros de largura e será percorrida pela sombra da Lua ao longo de mais de 15 mil quilômetros sobre a superfície terrestre. O trajeto passará por dez países: Espanha, Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Egito, Sudão, Arábia Saudita, Iêmen e Somália.

Ao todo, o fenômeno deve alcançar aproximadamente 2,5 milhões de quilômetros quadrados. Alguns locais são considerados especialmente favoráveis para observação, como a cidade de Tarifa, no sul da Espanha, regiões costeiras da Tunísia e a cidade egípcia de Luxor.

A longa duração do eclipse está relacionada à posição da Lua no momento do alinhamento entre os astros. Na data do evento, o satélite natural estará no perigeu, ponto de sua órbita em que fica mais próximo da Terra. Essa proximidade faz com que a sombra projetada pela Lua seja maior, permitindo que o Sol permaneça encoberto por mais tempo.

O fenômeno também faz parte da série Saros 136, um ciclo conhecido por produzir eclipses com períodos prolongados de totalidade. Astrônomos indicam que um eclipse com duração superior à prevista para 2027 só deverá ocorrer novamente em 2114.

Durante a fase de totalidade, o céu não ficará completamente escuro como à noite. A paisagem tende a se assemelhar a um crepúsculo repentino, com forte redução da luminosidade, mas ainda com visibilidade do horizonte. Isso ocorre porque parte da luz solar continua sendo espalhada pela atmosfera terrestre.

Nos últimos dias, publicações nas redes sociais passaram a afirmar que todo o planeta ficará no escuro durante o fenômeno, o que não é correto. A escuridão total só será percebida nas áreas que estiverem dentro da faixa de totalidade; nas demais regiões, o evento aparecerá apenas como um eclipse parcial.

Outra informação equivocada que circula online afirma que não haverá outros eclipses em 2027. De acordo com astrônomos, um eclipse solar parcial também está previsto para 21 de setembro do mesmo ano, visível principalmente em áreas do oceano Pacífico.

Como ocorre um eclipse solar

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