Elefante-marinho encontrado morto em Jequiá da Praia estava partido ao meio, diz Biota

Publicado em 01/04/2026, às 12h04
Foto: Divulgação/Biota
Foto: Divulgação/Biota

Por Redação

Um elefante-marinho encontrado morto em Jequiá da Praia, Alagoas, estava partido ao meio e em estado avançado de decomposição, levantando suspeitas sobre sua identidade como Leôncio, avistado anteriormente na região.

Vídeos do Instituto Biota mostram o animal na praia, e a equipe recolheu os restos mortais para investigação, mas ainda não há confirmação sobre sua identidade.

Os restos do elefante-marinho passarão por necropsia para determinar se a morte foi causada por interação humana ou fatores naturais, enquanto as autoridades aguardam os resultados da análise.

Resumo gerado por IA

Vídeos divulgados pelo Instituto Biota na manhã desta quarta-feira (1º) mostram que o elefante-marinho, encontrado morto no povoado Lagoa Azeda, em Jequiá da Praia, no Litoral Sul de Alagoas, estava partido ao meio. A suspeita é de que o animal seja o mesmo que foi visto pela primeira vez no estado no último dia 11 de março e que recebeu o nome de Leôncio.

As imagens (veja abaixo) mostram que o animal foi encontrado morto na faixa de areia da praia e estava divido em duas partes. Ele estava em avançado estado de decomposição.

Atenção: Imagens fortes 

Equipes do Instituto Biota estiveram no local e recolheram os restos mortais do elefante-marinho. Até o momento, não foi confirmado se o animal é, de fato, Leônico.

Segundo o Insituto, os restos mortais vão passar por necropsia, onde será avaliado se houve indício de interação antrópica (atividades humana) ou se a morte está ligada a causas naturais.

"Com relação às possíveis causas da morte, existem três hipóteses: ele pode ter morrido por doença aguda, embora não apresentasse sinais de enfermidade; por ataque de algum predador, o que é pouco provável devido ao seu porte; ou por ação antrópica, ou seja, provocada pelo ser humano. Na mesma sexta-feira em que o animal foi encontrado morto, também encontramos um golfinho com cortes, que foi esfaqueado ainda com vida, conforme apontou o laudo da necropsia. Ou seja, já temos um histórico de agressões a animais na região, mas só podemos atestar as causas da morte após necropsia", disse Bruno Stefanis, diretor do Instituto Biota de Conservação. 

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