David Schmidt Prado, de 37 anos, foi assassinado em uma academia em Londrina, Paraná, em um crime motivado por ciúmes, conforme a Polícia Civil. O autor, Lucas Wancler Ferreira dos Santos, foi preso em flagrante e o crime foi registrado por câmeras de segurança.
As investigações indicam que Lucas teria agido em represália a um suposto caso entre David e sua companheira, e as imagens mostram o momento em que Lucas atacou David com uma faca, resultando em múltiplas facadas, mesmo após a vítima tentar buscar ajuda.
A Polícia Militar apreendeu a faca utilizada no crime e conduziu Lucas à delegacia, enquanto o corpo de David foi recolhido para investigação. O caso segue em apuração, com a defesa de Lucas solicitando cautela na divulgação de informações e respeitando o devido processo legal.
David Schmidt Prado, de 37 anos, foi esfaqueado e morto em uma academia de Londrina, no norte do Paraná. Segundo a Polícia Civil, ele foi vítima de uma emboscada motivada por ciúmes. O crime foi filmado por câmeras do estabelecimento.
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Lucas Wancler Ferreira dos Santos foi preso em flagrante por homicídio qualificado por meio cruel e que dificultou a defesa da vítima. No depoimento, ele permaneceu em silêncio.
Câmeras de segurança registraram toda ação criminosa. AS IMAGENS SÃO FORTES:
Ciúmes motivaram ataque a facadas que matou aluno em academia pic.twitter.com/7sQgMvaouo
— Portal PS Notícias (@psnoticias1) January 6, 2026
O delegado Vitor Dutra explicou que David "teria tido um caso" com a companheira de Lucas, como apontou a apuração. Não foram divulgados mais detalhes sobre o caso.
Conforme o relatório da polícia, as imagens mostram Lucas sentado no estacionamento da academia, mexendo no celular, às 18h41 desta segunda-feira (5). Quando David passou por ele, saindo do treino, se levantou e colocou a faca nas costas enquanto se aproximava.
Os dois conversaram brevemente antes de David ser ferido pelo primeiro golpe. Apesar de tentar fugir, foi atingido cinco vezes no total: quatro enquanto estava no estacionamento e uma depois de pular a catraca e buscar por ajuda na academia.
O relatório da polícia ainda cita que, enquanto David "clamava por socorro e por atendimento médico", Lucas ficou "observando por vários segundos o sofrimento imposto, sem prestar qualquer auxílio".
Um policial militar que estava de folga, treinando no local, rendeu Lucas e impediu que as agressões continuassem.
O Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) foi à academia, mas David não resistiu aos ferimentos e morreu.
A Polícia Militar (PM-PR) esteve no estabelecimento, conduziu Lucas à delegacia e apreendeu a faca usada no homicídio.
Jovem é morto a facadas dentro de academia em Londrina (PR). Confira no @Metropoles https://t.co/ZsNeyvFu1o pic.twitter.com/xPa2eLgiOU
— Pedro Grigori (@pedrohgrigori) January 6, 2026
O corpo de David foi recolhido pela Polícia Científica de Londrina. O caso segue em investigação.
O que diz a defesa
Em nota, a advogada Thais Indiara Pereira dos Santos, que representa Lucas, disse ainda trata-se de uma investigação inicial. Leia na íntegra:
"Em relação aos fatos recentemente divulgados, a defesa técnica esclarece que o caso encontra-se em fase absolutamente inicial de apuração, ainda pendente de análise judicial e produção completa de provas.
Neste momento, qualquer juízo definitivo sobre autoria, motivação ou enquadramento jurídico revela-se precipitado e incompatível com o devido processo legal. A defesa acompanha os atos investigativos, confia no trabalho das autoridades constituídas e exercerá plenamente o contraditório e a ampla defesa no momento e no local adequados, que são os autos do processo.
A defesa não concorda com a divulgação e utilização de provas ou conteúdos vazados dos autos, tais como interrogatórios, imagens ou registros do local dos fatos, por entender que a exposição indevida de elementos probatórios compromete a regularidade da investigação, o direito de defesa e a própria lisura do processo penal.
Reitera-se que o respeito às garantias constitucionais, especialmente à presunção de inocência e ao direito ao silêncio, é essencial para a condução equilibrada e justa de casos de alta repercussão social."
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