Emboscada e pix: polícia revela detalhes de assassinato de motorista por app, em Maceió

Publicado em 19/02/2026, às 19h40 - Atualizado às 19h46
Reprodução/Redes sociais
Reprodução/Redes sociais

por João Arthur Sampaio

Publicado em 19/02/2026, às 19h40 - Atualizado às 19h46

O corpo de Dário José Rodrigues, de 61 anos, desaparecido desde 15 de outubro, foi encontrado em estado avançado de decomposição em um canavial em Rio Largo, Alagoas, após a descoberta de seu carro carbonizado na mesma região.

Três suspeitos, um homem e duas mulheres, foram presos pela Polícia Civil e indiciados por latrocínio, com a investigação revelando que o crime foi premeditado e envolveu uma emboscada durante um encontro que Dário acreditava ser seguro.

Os suspeitos confessaram o crime e foram identificados como tendo se mudado após o assassinato, utilizando o dinheiro da vítima para pagar aluguel e realizar transferências bancárias, enquanto a polícia continua a investigar o caso.

Resumo gerado por IA

Inicialmente dado como desaparecido desde o último domingo, 15, o corpo do motorista por aplicativo Dário José Rodrigues, de 61 anos, foi encontrado na tarde desta quinta-feira, 19, em avançado estado de decomposição, nas proximidades de uma usina, em um canavial na cidade de Rio Largo, na Região Metropolitana de Maceió.

O carro dele, um Chevrolet Classic de cor verde musgo, foi encontrado no final da manhã de hoje, também em Rio Largo. A Polícia Civil de Alagoas localizou e prendeu os três suspeitos - um homem e duas mulheres - de participação no crime no bairro Santos Dumont, na capital. 

Eles serão indiciados pelo crime de latrocínio e ainda devem passar por audiência de custódia. Também foi identificado o local de encontro entre o trio e a vítima, no Tabuleiro do Martins, na parte alta de Maceió. Na casa, foram encontrados documentos pessoais de Dário.

Em coletiva de imprensa, realizada no início da noite desta quinta, os delegados Igor Diego e João Marcello detalharam que toda ação foi premeditada pelo trio, que confessou ter armado uma emboscada para matar a vítima e roubar o dinheiro dela. Entre os suspeitos, estava uma mulher que Dário conheceu em um site de relacionamentos e com quem construiu uma relação ao longo dos últimos meses.

O que aconteceu

De acordo com a polícia, o motorista saiu de Murici até o bairro do Tabuleiro, para encontrar com a “namorada” a pedido dela. Dário já teria feito algumas transferências via pix para a mulher e pensava que iria ver apenas ela e uma amiga no local combinado. A família dele não sabia deste relacionamento.

“Eles começaram a conversar no sofá, quando a mulher o chamou para a cozinha. Neste momento, o homem, que é namorado da moça que Dário conversava pela internet, surge por trás dele e o atinge com uma facada no pescoço. No ataque a faca quebrou e ele pediu outra para uma das suspeitas. Então o atacou com diversos golpes no tórax. Depois, quando a vítima não apresentava mais resistência, eles usaram um martelo para acertar a cabeça dela”, relatou Igor Diego.

O corpo foi enrolado em um lençol e descartado no canavial de Rio Largo. Os suspeitos retornaram à residência, limparam tudo, pegaram o celular da vítima - que a mulher que mantinha o relacionamento com Dário já tinha acesso - e começaram a fazer transferências bancárias, além de um empréstimo de R$ 1.000.

“A família da vítima tinha acesso ao e-mail dela e percebeu a movimentação estranha. Através do extrato, nós identificamos o beneficiário do pix, que foi o autor das facadas. Eles decidiram, no dia seguinte, se mudar para uma casa no Santos Dumont e pagaram R$ 700, dos mil que foram pegos por empréstimo no nome da vítima, pelo aluguel do mês”, contou João Marcello. 

Os suspeitos ficaram com os dois celulares de Dário, que venderam cada um por R$ 300. Também tentaram vender o carro, mas não conseguiram, então decidiram abandonar o veículo e carboniza-lo. Ainda retiraram o aparelho de som e o estepe para vender posteriormente.

Segundo a polícia, os envolvidos na morte não possuem antecedentes criminais e eles confessaram o crime em depoimento - que foi comprovado pela investigação depois.

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