A operação 'Contrato Final' da Polícia Federal, realizada em Alagoas, desmantelou um esquema de fraudes contra a Caixa Econômica Federal, envolvendo a contratação de seguros de vida para pessoas em situação de rua que morreram em circunstâncias suspeitas, como afogamento.
O grupo criminoso, liderado por empresários e um gerente da Caixa, utilizava documentos falsos para obter empréstimos e transferir recursos rapidamente para contas pessoais, resultando em indiciamentos por crimes como lavagem de capitais e estelionato, com penas que podem ultrapassar 30 anos.
Durante a operação, foram cumpridos 32 mandados de busca e apreensão, além de prisões e sequestro de bens, com a participação de diversas forças de segurança, destacando a importância de combater fraudes que comprometem o Sistema Financeiro Nacional e desviam recursos públicos.
A operação "Contrato Final", com o objetivo de combater fraudes milionárias contra a Caixa Econômica Federal em Alagoas, foi deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (25) nas cidades de Maceió, Coruripe e São Luís do Quitunde. Os investigados teriam feito seguro de vida para pessoas em situação de rua, que morriam posteriormente em situação suspeita, como em alguns casos, por afogamento.
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A investigação da PF revelou que o grupo, liderado por empresários e com a participação direta de um gerente da própria instituição financeira, utilizava documentos falsos e empresas inexistentes para obter vultosos empréstimos bancários.

"Os recursos eram rapidamente transferidos para contas pessoais dos líderes da organização ou para empresas coligadas. Além das fraudes de crédito, o esquema envolvia a contratação de apólices de seguro de vida em nome de pessoas em situação de vulnerabilidade, que vinham a óbito em circunstâncias suspeitas logo após a formalização dos contratos, figurando os líderes do grupo como beneficiários. Há indícios de mortes de moradores de rua por afogamento", informou a PF em comunicado à imprensa.
Indiciamento
Os investigados serão indiciados pelos crimes de lavagem de capitais, estelionato majorado, falsidade ideológica, organização criminosa e obtenção de financiamento mediante fraude em instituição financeira. As penas, se somadas, podem ultrapassar 30 anos de reclusão.
Os indícios que apontam para mortes “suspeitas” de pessoas em situação de vulnerabilidade, titulares de seguro de vida, cujos beneficiários estão entre os investigados, serão repassados ao órgão policial competente para providências cabíveis.

A operação
A operação "Contrato Final" visa desarticular a organização criminosa especializada nas violações bancárias estruturadas e lavagem de capitais, que operava por meio da criação de empresas de fachada e cooptação de "laranjas" para lesar a Caixa.
Nesta quarta (25), 32 mandados judiciais de busca e apreensão foram cumpridos, além de mandados de prisão preventiva, sequestro de bens, afastamento cautelar de função pública e quebra de sigilo de dados telemáticos. Armas de fogo, veículos de luxo, balança de precisão e equipamentos eletrônicos foram apreendidos.

A operação foi realizada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Alagoas, em conjunto com o Grupo de Pronta Intervenção e com o Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar de Alagoas.
"A Polícia Federal ressalta que as fraudes contra instituições bancárias federais comprometem a integridade do Sistema Financeiro Nacional e desviam recursos que deveriam ser destinados ao fomento econômico e ao atendimento social da população", destacou a PF.

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