‘Encontro fatal’: alagoanos são alvo de operação contra extorsão e agressão de garotas de programa

Publicado em 21/01/2026, às 07h10
Divulgação/Polícia Civil de Pernambuco
Divulgação/Polícia Civil de Pernambuco

por João Arthur Sampaio

Publicado em 21/01/2026, às 07h10

Uma operação da Polícia Civil de Pernambuco, em colaboração com a Polícia Civil de Alagoas, desmantelou uma associação criminosa em Maceió, investigando roubos e agressões a garotas de programa durante encontros marcados por meio de perfis falsos.

Os criminosos se passavam por clientes para atrair as vítimas, que eram assaltadas e forçadas a realizar transferências via pix, com três suspeitos já identificados, todos naturais de Maceió e com idades entre 28 e 31 anos.

A polícia disponibilizou um canal para que as vítimas possam registrar queixas, e a operação contou com a participação de diversas unidades policiais, incluindo a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa.

Resumo gerado por IA

Uma operação da Polícia Civil de Pernambuco, que contou com o apoio da Polícia Civil de Alagoas, cumpriu mandados de busca e apreensão no bairro de Ponta Grossa, em Maceió, nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira, 21. Intitulada “Encontro Fatal”, a ação investiga uma associação criminosa responsável por roubar, extorquir, estuprar e agredir garotas de programa.

Segundo informações divulgadas pela PCAL, os suspeitos acessam sites, perfis e grupos de acompanhantes se passando por clientes, para combinar um horário de atendimento. No momento do encontro, quando as vítimas fecham a porta, a pessoa anuncia o assalto, roubando joias e outros itens de valor, além de agredi-las.

Logo após a situação, o modus operandi aponta que o homem as constrange e obriga-as a fazer transferências via pix para contas de terceiros. Os investigados, até o momento, são três alagoanos, naturais de Maceió, um de 28, um de 29 e outro de 31 anos.

Divulgação/Polícia Civil de Pernambuco
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Divulgação/Polícia Civil de Pernambuco

Em entrevista à TV Pajuçara, o delegado Bruno Tavares contou que um dos integrantes da associação criminosa já está preso em Pernambuco. Ele era o responsável em ir aos encontros, usando uma moto vermelha. “O relato das vítimas foi muito importante para a investigação do caso. E foi uma iniciativa delas”, explicou.

Este suspeito também era quem obrigava a garota de programa a fazer o pix para chaves de transferência aos investigados de Maceió. “Apreendemos celulares, houve sequestro de ativos e estamos aprofundando a apuração para ter uma dimensão da teia desta organização”.

Segundo Tavares, um dos investigados, ouvido hoje pela polícia, também figura como autor de uma extorsão praticada na Jatiúca em fevereiro de 2025.

A polícia informa que, caso alguma vítima queira prestar queixa, pode acessar a Delegacia Online ou procurar o Núcleo de Planejamento Operacional da Delegacia Geral, sob o comando do delegado Bruno Tavares. Participaram da ação desta quarta agentes da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e da OPLIT (Operação Policial Litorânea Integrada).

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