A morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, não resultou em um vácuo de poder, com a formação imediata de uma junta que conduzirá a escolha do novo líder, prevista para ocorrer em breve.
A junta é composta por figuras proeminentes da política e religião iranianas, incluindo o aiatolá Alireza Arafi, que é considerado um aliado próximo de Khamenei e possui um histórico de cargos importantes no regime.
Enquanto a nova liderança não é definida, a junta exerce poderes equivalentes ao do líder supremo, incluindo a decisão sobre ações militares contra os EUA e Israel.
A morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, não deixou um vácuo no poder do país islâmico. Neste domingo (1º/3), o governo do país formou a junta que conduzirá a escolha da nova liderança, que o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse ao canal de notícias Al Jazeera que pode ser definida “em um dia ou dois”.
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A junta é formada por três nomes importantes da política e da religião iranianas – que se mesclam, já que o país segue um modelo teocrático. Entre eles, destaca-se o aiatolá Alireza Arafi, homem de confiança de Khamenei. Ele lidera o conselho ao lado do chefe do Judiciário iraniano, Gholamhossein Mohseni Ejei, e do presidente do Irã, Masoud Pezeshkian.
O líder supremo do Irã será escolhido pela Assembleia de Especialistas (ou Assembleia dos Peritos), composta por 88 clérigos aprovados pelo regime. O cargo é vitalício. Até a seleção do novo líder, o trio tem poderes similares aos do cargo máximo do país e decide, por exemplo, as próximas ações militares contra EUA e Israel.
Como Ali Khamenei, Alireza Arafi é um aiatolá, título de honra concedido a clérigos islâmicos. Com 67 anos, ele dedicou a vida a cargos religiosos e burocráticos no regime. Ele é membro do Conselho dos Guardiães, órgão que monitora as leis no país e é formado por indicados pelo líder supremo.
Jurista, Arafi recebeu o título de mujtahid, que designa uma pessoa altamente qualificada para interpretar e aplicar a Sharia, lei islâmica. Em 2022, ele encontrou o papa Francisco no Vaticano. Antes disso, em 2020, já havia enviado uma carta ao líder católico, na qual o instava a “criar uma comunidade das religiões ao serviço da humanidade”.
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