A equipe de Samira se manifestou após comentários ofensivos de Solange Couto, que fez declarações agressivas sobre a origem da participante, gerando repercussão negativa nas redes sociais.
A nota de repúdio da equipe destacou que tais comentários ferem não apenas a pessoa citada, mas também muitas vítimas de violência, ressaltando que o Brasil enfrenta uma grave realidade de violência sexual, com um estupro registrado a cada seis minutos.
A equipe enfatizou a importância de promover respeito e empatia na sociedade, repudiando qualquer fala que normalize a violência sexual e chamando a todos para um compromisso coletivo na prevenção e enfrentamento da violência contra a mulher.
Nesta quarta-feira (25), a equipe da participante Samira se pronunciou após as falas pesadas de Solange Couto contra a sister. A situação começou após a Pipoca chamar a Veterana para comer e receber uma negativa. Na sequência, a atriz continuou conversando com Babu Santana e disparou: “Eu nasci do prazer, não nasci de estupro, não! Vai pra p**ra! Pessoa quando é infeliz assim deve ter nascido de trepada mal dada, sarro de trem!”.
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Logo a internet reagiu às falas pesadas da participante e a equipe de Samira emitiu uma nota de repúdio. "É lamentável assistirmos a comentários que associam a origem de uma pessoa a um julgamento moral ou de caráter. Nosso papel, como equipe da Samira, é reforçar que essa informação não é verídica. Porém, para além disso, é importante lembrar que esse tipo de fala fere não apenas quem foi diretamente citada, mas também milhares de pessoas que carregam histórias marcadas por violência e que, ainda assim, constroem suas trajetórias com dignidade e coragem", começa a nota.
"Vivemos em um país onde a violência sexual é uma realidade com dados alarmantes. Segundo o Ministério da Justiça, em 2025, o Brasil registrou um estupro a cada 6 minutos. Diante desse cenário, reduzir ou estigmatizar alguém a partir de uma narrativa de violência é reforçar preconceitos e perpetuar dores que deveriam ser combatidas com empatia, responsabilidade e informação", continua.
Em seguida, destacou o papel da sociedade contra as práticas de feminicídio. "Todos temos um papel fundamental na prevenção e no enfrentamento da violência contra a mulher. É dever coletivo promover respeito, acolhimento e consciência, para que possamos avançar rumo a uma sociedade mais justa, segura e igualitária, onde nenhuma história de violência seja usada como instrumento de julgamento ou exclusão", diz.
"Repudiamos qualquer fala que normalize, minimize ou instrumentalize a violência sexual como forma de ataque ou desqualificação. Este debate público deve ser feito com responsabilidade, sensibilidade e compromisso com a dignidade humana", conclui por fim.

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