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Escolas privadas do DF retomam aulas com protocolos e poucos alunos

Metrópoles | 06/08/20 - 15h46
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Depois de 147 dias com as portas fechadas, as escolas particulares do Distrito Federal estão autorizadas a retomar as atividades presenciais. Uma decisão judicial deu a permissão às unidades de ensino privado a partir dessa quarta-feira (5/8). Porém, ainda são poucas as instituições de ensino que decidiram receber os alunos nesta quinta-feira (6/8). Uma delas é o Colégio Arvense, na 914 da Asa Norte.

O Arvense começou a receber os alunos por volta das 7h30 desta quinta-feira (6/8). As mudanças e adaptações para a volta às aulas são notadas logo na entrada do local. Todos os alunos e funcionários que chegam têm a temperatura aferida e passam por uma cabine de desinfecção, batizada de “Descovid”, que só é utilizada por crianças com supervisão de um funcionário.

Augusto Avelino, 4 anos, estudante do Infantil 4, foi um dos primeiros a chegar no local na manhã desta quinta-feira (6/8). A mãe dele, Maria de Oliveira, 35, comentou que ele estava ansioso para voltar ao colégio.

“Eu falei que iríamos voltar para a aula hoje. Ele estava empolgado, desde ontem pediu para eu arrumar a lancheira e me pediu para acordar ele cedinho”, conta Maria.

Augusto teve a rotina minimamente mantida. Agora, volta às aulas com novas regras. “O Guto foi orientado a não tirar a máscara e não ter contato físico com os colegas. Fizemos vários testes e acho que ele está preparado. É uma fase de adaptação”, conta a mãe.

Margareth Nogueira, orientadora educacional da unidade, explicou que tudo foi adaptado para receber alunos e funcionários. “Hoje, começamos uma nova era. Uma nova forma cuidadosa e atenciosa de levar a dia a dia no colégio. Fizemos o treinamento e a capacitação dos grupos que vão lidar diretamente com as crianças. Estamos felizes com esse retorno”, explicou.

A orientadora acredita que a volta será gradativa. Ela acredita que 1/4 dos alunos vão retornar à unidade de ensino nesta primeira fase e que, a cada 15 dias, esse número se amplie. “Se chegarmos até setembro com o número total de estudantes vamos nos organizar para entrar com o rodízio. Sempre mantendo as normas para garantir a atenção dos protocolos que devem ser seguidos”, detalha.