Um adolescente de 15 anos invadiu uma escola em San Cristóbal, Argentina, e matou um estudante de 13 anos, ferindo outros dois, durante um evento escolar. O ataque, realizado com uma escopeta escondida em uma mochila, gerou pânico entre os alunos que tentaram escapar do local.
O incidente ocorreu enquanto os estudantes faziam o juramento à bandeira, e testemunhas relataram momentos de desespero, com crianças quebrando janelas para fugir. O agressor, que também era aluno da escola, foi contido por um auxiliar antes que mais feridos pudessem ocorrer.
As autoridades isolaram a área para investigar as motivações do crime, enquanto o prefeito local expressou surpresa com o comportamento do agressor, descrito como um bom aluno. Com a nova legislação penal juvenil, o jovem poderá ser julgado por homicídio qualificado e lesões corporais em tribunal específico.
Um adolescente de 15 anos invadiu uma escola na cidade de San Cristóbal, na Argentina, nesta segunda-feira (30), e matou um estudante, de apenas 13 anos, a tiros. Segundo as autoridades, o jovem carregava uma escopeta, que utilizou para matar um dos alunos e ferir mais dois. Esses últimos não correm risco de morte.
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De acordo com testemunhas que estavam na escola Mariano Moreno, local do crime, a ação ocorreu ainda pela manhã, quando os estudantes estavam no pátio da instituição realizando o juramento à bandeira antes de iniciarem as aulas. O suspeito — que é aluno do colégio — adentrou pelo pátio interno da escola e iniciou os disparos.
Conforme alunos relataram, a arma utilizada na ação estava escondida em uma mochila de guitarra, o que teria permitido que ele a conduzisse sem ser percebido. Durante o ataque na escola, apenas estudantes do chamado "secundário" — equivalente ao ensino fundamental I no Brasil — estavam no colégio.
Após o jovem de 15 anos efetuar os disparos, a situação foi controlada graças à ação de um auxiliar da escola, que imobilizou o suspeito e conseguiu retirar a arma de suas mãos.
Momentos de terror
Relatos de estudantes transmitidos pelo diretor do hospital que recebeu os feridos, Armando Borsini, revelam o desespero de diversos adolescentes, que, ao ouvirem os tiros, tentaram de diversas formas evacuar o local.
— Muitas crianças quebraram o vidro das janelas e pularam. Estavam com muito medo — afirmou Borsini em entrevista ao jornal Clarín.
Em entrevista ao jornal local TN, Diego, pai de duas alunas da escola em San Cristóbal, contou o relato de suas filhas sobre os momentos de tensão dentro do colégio.
— Minhas filhas pegaram duas saídas diferentes, foi o que me disseram quando as encontrei. Ambas escolheram opções próximas, e havia crianças destruindo coisas para fugir. Elas fizeram tudo o que podiam para sair — disse Diego.
Caso segue em investigação
As autoridades do município realizaram o isolamento do espaço para dar início às investigações sobre as motivações do crime e a reconstituição dos fatos. O prefeito da cidade, Marcelo Andreychuck, disse que as informações ainda são muito preliminares para conclusões serem feitas.
— Há muitos comentários, muitas versões. Tenho informações da escola de que o agressor era um aluno muito bom. A verdade é que isso nos surpreende a todos — disse o prefeito.
Com a recente aprovação do novo Código Penal Juvenil da Argentina, o adolescente de 15 anos poderá ser acusado e julgado pelos crimes de homicídio qualificado e lesões corporais em um tribunal penal juvenil específico.
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