O julgamento de Luciana Pinheiro, acusada de ser a autora intelectual do assassinato da própria irmã, Quitéria Maria Lins Pinheiro, começou nesta quinta-feira em Maceió, com a primeira testemunha afirmando ter estado na casa da vítima horas antes do crime.
Quitéria foi morta em 2012, e a motivação do crime estaria relacionada a uma dívida de R$ 5 mil da mãe de Klinger, sobrinho da vítima, que confessou ter contratado um executor por R$ 1.500 para realizar o assassinato.
Durante o julgamento, outras sete testemunhas ainda devem ser ouvidas, enquanto a polícia confirmou que a mãe de Klinger foi a mandante do crime, que foi executado de forma planejada.
Começou na manhã desta quinta-feira, 9, o julgamento de Luciana Pinheiro, acusada de ser a autora intelectual do assassinato a tiros da própria irmã, a servidora pública Quitéria Maria Lins Pinheiro, no ano de 2012, em Maceió.
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A primeira testemunha ouvida pelas autoridades foi uma irmã da vítima e da ré. Durante o depoimento, ela afirmou que esteve na residência horas antes da morte de Quitéria. "Eu também ia ser morta. Eu saí de lá no dia do crime (...) A minha irmã era tudo de bom, morei com ela cerca de 50 anos. Ela, inclusive, criou os três filhos dela, pagava o plano de saúde de todos eles. Ela não era nem uma tia, era uma mãe", disse.
Ainda em depoimento, a testemunha contou que encontrou os dois executores do crime na residência da vítima. Um deles, Klinger Lins Pinheiro Dias Gomes, é filho da suposta mandante. "Por pouco me livrei, acredito que ia morrer também", completou a depoente.
"No primeiro momento, com o impacto, não relacionei ao que haviam me dito. Relutei, mas acabei indo. Mas, quando cheguei lá, vi um monte de viaturas", disse.
Além das irmãs da vítima, outras cinco testemunhas ainda devem ser ouvidas durante o julgamento.

O CASO
Quitéria Pinheiro foi assassinada na noite de 12 de agosto de 2012, dentro de casa, no bairro Gruta de Lourdes, em Maceió, por Mustafá Rodrigues Nascimento, companheiro de Exército de Klinger Pinheiro, 20 anos, ambos soldados. Sobrinho da vítima, Klinger confessou ao delegado Cícero Lima ter contratado Mustafá pelo valor de R$ 1.500 para matar a tia mais velha.
A motivação, pelo apurado e de acordo com o depoimento, seria uma dívida de R$ 5 mil da mãe dele com a vítima. Um outro amigo de Klinger, também do Exército, teria ido com os dois à casa de Quitéria, mas, segundo seu depoimento, não sabia que seria para matá-la, pois Klinger disse que precisava ir à casa da tia pegar umas roupas e estaria dentro do carro na hora dos disparos. Ele chegou a ser julgado, em outubro de 2016, mas foi considerado inocente e absolvido.
A versão de Klinger dava conta de que ele teria ido pagar o débito em cheques, mas a tia teria se recusado a receber, o que teria motivado uma discussão que culminou no assassinato. No entanto, a investigação da polícia apontou que o grupo chegou à casa de Quitéria em um veículo EcoSport na cor preta, chamaram pela vítima, entraram e, no jardim, já atiraram contra ela.
A polícia confirmou que a mãe de Klinger é a autora intelectual sendo o modus operandi (contratação do executor, chegada à casa e execução) montado pelo filho dela.
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