Dois ex-altos servidores do INSS estão em fase avançada de delação premiada, implicando o filho mais velho do presidente Lula e políticos em um esquema de corrupção. A delação pode ter consequências significativas para a política brasileira, especialmente em relação a figuras ligadas ao governo anterior.
Os delatores, Virgílio Oliveira Filho e André Fidelis, estão presos e são acusados de receber milhões em propinas relacionadas a descontos ilegais em aposentadorias. Virgílio é apontado como responsável por R$ 11,9 milhões em repasses, enquanto Fidelis teria recebido R$ 3,4 milhões.
As investigações continuam, e os delatores forneceram informações sobre o envolvimento de políticos, incluindo Flávia Péres, ex-ministra do governo Bolsonaro. A situação pode levar a novas revelações e desdobramentos no cenário político e judicial.
Dois ex-servidores do alto escalão do INSS estão em processo avançado de delação premiada.
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Segundo apurou a coluna da jornalista Andreza Matais, o ex-procurador do INSS Virgílio Oliveira Filho e o ex-diretor de Benefícios da autarquia, André Fidelis, entregaram o filho mais velho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva. Eles ainda detalharam o envolvimento de políticos no esquema.
Entre os políticos citados pelos delatores estariam Flávia Péres (ex-Flávia Arruda). Ela foi ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) do governo Jair Bolsonaro. Esta é a primeira vez que o nome dela aparece associado ao esquema. Flávia é mulher do economista Augusto Lima, ex-CEO do Banco Master e ex-sócio do empresário mineiro Daniel Vorcaro.
Os dois delatores estão presos desde 13 de novembro.
Virgílio Filho é acusado pela PF de receber R$ 11,9 milhões de empresas ligadas às entidades que faziam os descontos ilegais nas aposentadorias. Desse total, R$ 7,5 milhões teriam vindo de empresas de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS.
Os repasses teriam sido enviados a empresas e contas bancárias da esposa do ex-procurador, a médica Thaisa Hoffmann Jonasson.
Já André Fidelis teria recebido R$ 3,4 milhões em propina entre 2023 e 2024, segundo os investigadores.
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