O CRB está a um jogo de fazer história. Neste sábado (21), o clube pode eliminar o CSA e garantir vaga na final do Alagoano, mantendo vivo o sonho do inédito pentacampeonato consecutivo.
Mesmo com a vantagem construída no jogo de ida, o discurso interno é de cautela. Em entrevista exclusiva ao TNH1, às vésperas do clássico decisivo, o executivo de futebol Ari Barros afastou qualquer clima de favoritismo, revelou detalhes da blindagem do elenco e reforçou que nada está definido antes dos 180 minutos.
A segunda partida da semifinal acontece neste sábado (21), às 16h, no Rei Pelé, com mando do CSA. O Regatas pode até perder por um gol que, ainda assim, vai à final. Em caso de derrota por dois gols, a decisão será nos pênaltis.
O clássico terá transmissão da TV Pajuçara/RECORD, além de cobertura em tempo real no TNH1 e na Pajuçara FM.
Mesmo com a vantagem no placar agregado, Ari Barros evita qualquer sinal de tranquilidade e reforça que o finalista só será conhecido após o apito final do clássico.
O favoritismo sempre fica fora das quatro linhas. São onze contra onze, dois clubes que têm história. Tem que entrar em campo respeitando o adversário, tentando buscar o melhor.
O dirigente também chamou atenção para o rival, lembrando que o CSA terminou a primeira fase da competição invicto.
Esses dois jogos vão definir quem vai para a final. Vamos encontrar um adversário que não perdeu nenhum jogo [na primeira fase].”
Ari ainda reforçou o peso histórico da possível conquista.
Temos condição de fazer um grande jogo e buscar a final para, aí sim, pensar em mais um título, que seria o pentacampeonato. Um título histórico para o futebol de Alagoas e, em especial, para o CRB.
Ari Barros conhece bem o futebol. Antes de se tornar dirigente, esteve do outro lado onde vivia a pressão de decisões dentro de campo. Ele conta que a experiência ajuda a conduzir o trabalho nos bastidores e a blindagem em momentos decisivos como este.
"Nosso trabalho é silencioso em alguns momentos. Não tocamos trombeta. Eu não preciso gritar o que é feito ou deixa de ser feito."
Ter jogado futebol, passado por clássicos e decisões, dá o privilégio de passar essa experiência. Chamamos no individual, conversamos e passamos aquilo que é necessário em termos de confiança.
O executivo reconhece que a blindagem não é absoluta, mas acredita que o trabalho interno foi bem executado.
Tem coisas que não temos como blindar ou controlar, como o celular de cada um, até porque são adultos experientes e sabem o que querem. Mas, dentro do que cabe a nós, nós blindamos, apoiamos e tenho certeza que todo trabalho foi feito", falou.
Para Ari, a rivalidade e a tiração devem ficar restritas às arquibancadas. Dentro do clube, o discurso é de respeito ao adversário.
Temos que pregar o respeito aos profissionais que estão do outro lado, independente da divisão que eles estejam. Rivalidade e gozação ficam para o torcedor. Eu tenho que ser profissional, respeitar as pessoas.
No empate pela primeira fase, chamou atenção a parte física do CRB em relação ao adversário, que havia iniciado a pré-temporada ainda em novembro. O Regatas começou os trabalhos apenas em 26 de janeiro.
Ari explica que a decisão fez parte de um planejamento necessário.
Apresentamos um pouco tarde se comparado às outras equipes, mas era necessário respeitar a lei e dar os 30 dias de férias aos atletas, já que disputamos a Série B, que acaba ali em novembro.
Segundo ele, o cenário já era esperado.
Foi um risco calculado. Sabíamos o que iríamos enfrentar e rodamos todos os atletas dentro da competição.
Ao lembrar daquela partida, o executivo avalia que o time evoluiu consideravelmente.
Estamos muito mais bem preparados do que no primeiro clássico, em todos os sentidos. Tivemos mais sessões de treino, reforços e jogadores que voltaram do departamento médico.
Pensando na sequência da temporada, Ari adiantou que o elenco ainda deve receber reforços para a Série B.
É uma competição totalmente diferente do estadual, seja em relação às equipes, arbitragem, campo, estádio ou logística. Provavelmente, vão chegar mais alguns reforços antes do início do Brasileiro.
Entrevista realizada antes da partida de ida da semifinal, em alinhamento prévio com o CRB
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