Exército se pronuncia sobre denúncia de abuso sexual e agressões em batalhão de Maceió

Publicado em 11/04/2026, às 09h47
59º Batalhão de Infantaria Motorizado - Divulgação
59º Batalhão de Infantaria Motorizado - Divulgação

Por TNH1

O Exército Brasileiro, por meio do 59º Batalhão de Infantaria Motorizado, se manifestou neste sábado, 11, sobre as denúncias de abuso sexual e agressões feitas por dois militares, que teriam ocorrido no quartel localizado no bairro do Farol, em Maceió.

Em nota enviada à imprensa, o Batalhão informou que cinco militares foram presos em dezembro do ano passado e que outros dois militares foram desincorporados do Exército. Veja na íntegra o posicionamento:

"A respeito da matéria veiculada em 10 de abril de 2026 sobre possíveis fatos ocorridos nas dependências desta Organização Militar no ano de 2025 envolvendo militares do 59º Batalhão de Infantaria Motorizado (59º BI Mtz), na cidade de Maceió/AL, este comando informa que tão logo tomou conhecimento do fato, determinou a imediata abertura de procedimento administrativo (sindicância) em 25 de julho de 2025 e 29 de setembro de 2025, instrumento legal para apurar, com rigor, as circunstâncias e responsabilidades do ocorrido.

Após a conclusão dos referidos processos administrativos, ressalto que 05 (cinco) militares foram sancionados disciplinarmente (Prisão) em dezembro de 2025 e licenciados do serviço ativo. Cabe ainda ressaltar que no outro caso, os dois militares foram desincorporados das fileiras do Exército e foram respeitados os princípios do contraditório e da ampla defesa em ambos os casos.

Dessa forma, todos os envolvidos (acusados) foram licenciados ou desincorporados das fileiras do Exército Brasileiro. Reitera-se que o Batalhão Hermes Ernesto da Fonseca reafirma seu compromisso com a formação dos cidadãos incorporados às suas fileiras, pautando-se sempre pelo respeito à dignidade humana e pela observância fiel da legislação vigente, não admitindo condutas que afrontem seus valores e princípios, sustentáculos da nossa Força".

De acordo com as denúncias, um dos casos envolve um soldado que afirma ter sido vítima de abuso sexual enquanto dormia dentro da unidade. Segundo ele, outros militares participaram da ação, que teria sido registrada em vídeo. Já em outra denúncia, um segundo militar relata ter sido despido, imobilizado e agredido por colegas dentro do batalhão.

O caso agora é alvo de apuração pelo Ministério Público Federal (MPF).

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