No Dia das Mulheres não queremos flores, queremos respeito. E hoje escolhi falar de Fabiana Souza Amorim, a comandante do Nossa Bodega (@nossa_bodega), no centro histórico da cidade de Piranhas. Mulher de sorriso aberto, simples, mas de uma importância enorme no sertão. No pequeno espaço gastronômico nordestino, o sarapatel se mistura aos produtos da agricultura familiar e ao artesanato da região. E nessa casinha também tem arte de Eugênia, com seus peixes, bichos e pássaros — criações dessa nova artista sertaneja.
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“O trabalho da Eugênia é lindo, trouxe as peças dela para o Nosso Bodega”, diz Fabiana.
Assim são as mulheres: apoiando novos talentos, criando uma rede de afeto. Às vezes uma palavra muda tudo: “Nide, conhece Eugênia? Ela é uma artesã talentosa de Piranhas.”
Voltei para casa com meu pássaro. Porque mulheres nasceram para ser livres, para voar. A vida é nossa — e viver é um direito.
Trajetória –Todas as férias de Fabiana eram em Piranhas, e o local que ela mais gostava, além do Rio São Francisco, era a bodega de seus avós onde se vendia de tudo, alumínio, sabão, parafusos, cosméticos e até remédios. Das boas lembranças de menina nasceu o novo bar no Centro Histórico da cidade do Rio São Francisco. A alagoana formada em fisioterapia gosta de brincar na cozinha, receber e agregar os amigos em torno da mesa. A bodega geralmente tem empadas de frango e queijo, além do escondidinho de carne de sol, caldos, linguiças e queijos.
Fabiana também carrega memórias afetivas na cozinha.“Minha mãe fazia o charque no amendoim nas festas da família. Ela nos deixou, mas a tradição permanece viva”, conta.
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