A Polícia Civil de Alagoas investiga ameaças de uma facção criminosa contra moradores de um novo residencial em Maceió, gerando medo e insegurança entre os residentes e aqueles que ainda não se mudaram.
As ameaças foram disseminadas em um grupo de WhatsApp, onde a facção impôs regras como a proibição de câmeras de segurança e a obrigatoriedade de abaixar os vidros dos carros para entrar no local.
As investigações estão focadas na identificação dos responsáveis, que podem ser acusados de organização criminosa, enquanto a polícia não registrou ocorrências formais relacionadas às ameaças até o momento.
A Polícia Civil de Alagoas investiga uma série de ameaças atribuídas a uma facção criminosa contra moradores de um residencial no bairro Santa Amélia, em Maceió. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (13).
LEIA TAMBÉM
De acordo com a polícia, as mensagens foram enviadas em um grupo de WhatsApp criado para moradores. O acesso ao grupo era liberado por meio de um link, divulgado no local por um QR Code.
As unidades habitacionais foram entregues no fim de janeiro a famílias em situação de vulnerabilidade social. Desde então, segundo a Polícia Civil, moradores relatam medo e insegurança, inclusive pessoas que ainda não chegaram a se mudar para o residencial.
Nas mensagens, a facção criminosa impôs uma série de regras aos moradores. Confira algumas das exigências:
Segundo o delegado Igor Diego, as mensagens teriam sido enviadas por indivíduos que estão no Rio de Janeiro. As investigações agora se concentram na identificação dos responsáveis, que podem responder por organização criminosa e constrangimento ilegal.
São indivíduos criminosos, covardes, que querem amedrontar a população daqui. Pessoas que precisam de casa, de habitação. Muitas pessoas de bem já se mudaram e outras ainda vão se mudar, mas estão com medo", afirmou o delegado em entrevista à TV Pajuçara/RECORD.
O delegado ressalta, no entanto, que nenhum morador foi diretamente de forma direta até o momento. Também não há registro de boletim de ocorrência relacionado às ameaças.
Informações que possam ajudar nas investigações podem ser repassadas de forma anônima e sigilosa por meio do Disque Denúncia, pelo número 181.