Faculdade cria sala de apoio para estudantes que convivem com autismo em Maceió

Publicado em 01/04/2026, às 08h47
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Por Assessoria

A Faculdade Seune, em Maceió, criou uma sala de apoio para estudantes que são pais de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), visando aumentar a permanência desses alunos no ensino superior, onde apenas 0,8% das pessoas com TEA conseguem chegar.

Com cerca de 2,4 milhões de pessoas diagnosticadas com autismo no Brasil, a taxa de escolarização é superior à média geral, mas a permanência no ensino superior ainda é um desafio devido à dificuldade de conciliar a rotina acadêmica com os cuidados necessários para crianças com necessidades específicas.

A sala de apoio oferece um ambiente preparado e supervisionado por profissionais, permitindo que os responsáveis assistam às aulas com mais tranquilidade, e reflete um esforço para ampliar a inclusão no ambiente acadêmico e atender à crescente demanda por suporte especializado.

Resumo gerado por IA

Em um país onde apenas 0,8% das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) chegam ao ensino superior, segundo dados do IBGE, os desafios de permanência na educação também impactam diretamente as famílias que convivem com essa realidade. No mês dedicado à conscientização sobre o autismo, o Abril Azul, a Faculdade Seune, em Maceió, implementou uma sala de apoio voltada a estudantes que convivem diretamente com o TEA.  A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte a alunos que são pais ou responsáveis por crianças com autismo, contribuindo para a permanência desses estudantes no ensino superior.

A ação dialoga com uma realidade crescente no país. Dados do Censo Demográfico 2022 apontam que o Brasil possui cerca de 2,4 milhões de pessoas diagnosticadas com autismo, o equivalente a 1,2% da população. Apesar de a taxa de escolarização entre pessoas com TEA ser superior à média geral, o percentual no ensino superior ainda é reduzido, refletindo os desafios enfrentados ao longo da trajetória educacional.

A proposta da Seune atua diretamente em uma das principais barreiras enfrentadas por esses estudantes: a dificuldade de conciliar a rotina acadêmica com os cuidados necessários a crianças com necessidades específicas. A sala foi pensada para acolher esses filhos durante o período de aula, em um ambiente preparado e acompanhado por profissionais especializados.

A estrutura oferece suporte adequado para o desenvolvimento das crianças, enquanto os responsáveis conseguem assistir às aulas com mais tranquilidade. De acordo com o professor e diretor da Faculdade Seune, Stuart Manso, a criação do espaço amplia o conceito de inclusão dentro do ambiente acadêmico, considerando as diferentes realidades vividas pelos estudantes.

“A gente entende que não basta garantir o acesso à faculdade. É preciso criar condições reais para que esse aluno permaneça e conclua sua formação. Muitos estudantes enfrentam dificuldades justamente por não terem com quem deixar seus filhos ou por precisarem de um suporte especializado. Essa iniciativa vem para acolher essas famílias e permitir que elas sigam com seus projetos de vida”, destacou.

Aumento de casos - A criação da sala acompanha uma demanda crescente observada no cotidiano acadêmico. O aumento no número de diagnósticos de TEA, especialmente entre crianças e adolescentes, tem impactado diretamente a dinâmica de muitas famílias, exigindo respostas mais inclusivas por parte das instituições de ensino.

Dados do IBGE de 2022 mostram que a prevalência do autismo é maior entre os mais jovens, com destaque para crianças entre 5 e 9 anos. Esse cenário ajuda a explicar por que muitos estudantes adultos enfrentam dificuldades para manter a continuidade dos estudos, principalmente quando não encontram redes de apoio.

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