Família denuncia negligência médica após bebê morrer com apenas 24h de vida

Publicado em 20/01/2026, às 07h52
Reprodução/TV Pajuçara
Reprodução/TV Pajuçara

Por TNH1 com TV Pajuçara

Miquéias Rafael, um recém-nascido, faleceu menos de 24 horas após o parto, levando a família a acusar a maternidade Santo Antônio de negligência no atendimento durante o pré e pós-parto.

A mãe do bebê foi atendida duas vezes no dia do parto, mas só foi submetida à cesárea horas depois, mesmo apresentando sinais de dor e dilatação, o que levantou preocupações sobre a qualidade do atendimento médico.

O pai do bebê planeja levar o caso à Defensoria Pública, contestando a classificação do filho como prematuro e buscando responsabilização pela conduta inadequada da equipe médica, enquanto a maternidade não se manifestou sobre as acusações.

Resumo gerado por IA

O pequeno Miquéias Rafael não chegou a completar nem 24 horas de vida antes de morrer. O caso aconteceu no dia 11 de janeiro. No entanto, nesta semana, a família decidiu denunciar a equipe médica da Maternidade Santo Antônio por negligência no atendimento no pré e pós-parto.

A família do bebê relatou à TV Pajuçara que a mãe deu entrada duas vezes na unidade de saúde, no bairro Cambona, no dia 11. Na primeira, às 4h, a equipe médica examinou a gestante e a encaminhou para casa por falta de dilatação. Pouco tempo depois, às 7h, ela retornou. Mesmo com dores e com três centímetros de dilatação, o parto foi realizado somente às 14h.

O pai, José Fabiano, relatou que, no momento do parto, tudo parecia normal. “Eu estava querendo entrar, para ver o meu filho nascer. Quando eu entrei, já não faltava muito. Já dava para ver os cabelos e tudo. E eu vi que ela [a mãe] estava sentindo muita dor, que é normal do parto. Então, como sempre, eu orei, que tenho a minha fé. Quando eu terminei de orar, meu filho nasceu. Aí nesse momento ele começou a chorar. A médica pegou e colocou ela no peito. Esse choro não durou muito tempo”.

A avó paterna, Patrícia dos Santos, acompanhou as primeiras horas de vida do neto e disse que percebeu que havia algo errado com o bebê desde o momento que pôde pegá-lo nos braços. “De 14h30, a gente foi para o quarto. Eu botei o bebê perto dela [da mãe]. Quando era cerca de 16h, mandei ela tentar amamentar o bebê. E quando ela o colocou no peito, ele não pegava, não demonstrava reação de abrir a boca. E ficava derramando uma ‘babinha’. A gente ficava limpando. E, diante disso, não havia um enfermeiro, um médico, ninguém para avaliar.”

A avó tambem disse que a primeira alimentação do bebê aconteceu apenas à meia-noite. “Ele ficava gemendo, não sei, fazendo barulhinho. Outro dia eu fui pra ela vir embora, a outra avó. E eu ficava. Aí entrei de 8h30. Ele foi comer, a gente ficou ansiosa, achou que ia trazer eles pra casa. A médica veio para fazer o exame do coração. Quando ela pegou o bebê do meu braço, já correu para o pediatra. Então ela disse, ele teve uma parada cardíaca.” 

José disse que vai levar o caso para a Defensoria Pública. Segundo ele, a conduta de alguns funcionários da maternidade foi errada e nos documentos registraram o filho como prematuro. “Ele nasceu com 37 semanas, que no caso seria 7 meses. Mas a gente fez ultrassom e com base no ultrassom, dá nove meses certinho do dia que ele nasceu.”

A reportagem tentou contato com a Maternidade Santo Antônio, mas não obteve resposta. O TNH1 deixa o espaço aberto para uma manifestação da unidade de saúde.

Confira a matéria do Cidade AL:

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