Fevereiro Roxo: conheça os sintomas do lúpus e as formas de diagnóstico

A doença pode comprometer diferentes partes do corpo, como pele, articulações, rins, pulmões e coração

Publicado em 17/02/2026, às 15h30
O Fevereiro Roxo busca ampliar o conhecimento sobre doenças crônicas como o lúpus (Imagem: Krakenimages.com | Shutterstock)
O Fevereiro Roxo busca ampliar o conhecimento sobre doenças crônicas como o lúpus (Imagem: Krakenimages.com | Shutterstock)

Por Redação EdiCase

Estima-se que entre 150 mil e 300 mil pessoas convivam com o lúpus no Brasil, a maioria mulheres jovens, segundo dados da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR). Apesar de afetar milhares de brasileiros, a doença ainda é pouco conhecida pela população em geral, o que contribui para diagnósticos tardios e dificuldades no tratamento adequado.

O lúpus é uma doença autoimune crônica, ou seja, o sistema imunológico, que normalmente protege o organismo, passa a atacar tecidos e órgãos saudáveis. A doença pode comprometer diferentes partes do corpo, como pele, articulações, rins, pulmões, coração e, em alguns casos, o sistema nervoso central. Cada pessoa manifesta a condição de uma maneira, que varia tanto em relação à intensidade dos sintomas quanto aos órgãos afetados.

Desinformação dificulta o diagnóstico

A visibilidade do tema tem aumentado com o relato de figuras públicas, como a cantora norte-americana Selena Gomez e a apresentadora brasileira Astrid Fontenelle, que compartilham suas experiências com a doença.

Casos como esses ajudam a ampliar o debate, mas não substituem a necessidade de informação qualificada. No Brasil, por exemplo, o lúpus ainda é cercado por dúvidas devido ao pouco acesso à informação por parte dos pacientes, o que contribui para o atraso no diagnóstico e no início do tratamento.

Diagnóstico do lúpus

Segundo a Dra. Luiza Grandini, reumatologista e docente da pós-graduação em Reumatologia da Afya Educação Médica do Rio de Janeiro, o diagnóstico não depende de um único exame. Ele é realizado a partir de uma avaliação clínica que combina o histórico dos sintomas, o exame físico e outros exames complementares.

“Os exames de sangue ajudam a identificar alterações do sistema imunológico que são comuns no lúpus, enquanto os exames de urina são importantes para avaliar se há envolvimento dos rins. Por isso, o diagnóstico costuma ser comparado a um quebra-cabeça, montado aos poucos, levando em conta o conjunto de sinais, sintomas e exames”, afirma.

Médica com cabelo liso, solto usando jaleco branco fazendo anotações em prancheta e paciente sentada de frente pra médica com o cabelo liso semi preso e usando camisa de manga longa laranja-clara
Os sintomas do lúpus variam entre as pessoas e costumam surgir em períodos de alta atividade da doença (Imagem: Syda Productions | Shutterstock)

Sintomas comuns do lúpus

Não existe uma forma comprovada de evitar o surgimento da doença, já que ela envolve uma combinação de fatores genéticos, hormonais e ambientais. Os sintomas variam entre as pessoas e costumam surgir em períodos de alta atividade da doença intercalados com fases de melhora dos sintomas. 

Ainda segundo a reumatologista da Afya Educação Médica do Rio de Janeiro, os sintomas mais comuns são febre sem causa aparente, dores e inchaço nas articulações. Um sinal bastante conhecido é o surgimento de manchas avermelhadas no rosto, especialmente sobre o nariz e as bochechas, em formato semelhante a uma borboleta, e sensibilidade aumentada à luz do sol.

Tratamento permite qualidade de vida

Embora não tenha cura, o lúpus pode ser controlado e o tratamento varia conforme a gravidade. A importância do diagnóstico é reforçada pela Campanha Fevereiro Roxo, criada para sensibilizar a população sobre quatro doenças crônicas que afetam milhões de brasileiros: o lúpus, a fibromialgia, o Alzheimer e a leucemia.

Conviver com o lúpus exige cuidados diários, mas ainda assim é possível manter uma vida ativa e com qualidade. “Quando a doença está bem controlada, os sintomas podem desaparecer por longos períodos, permitindo que o paciente mantenha uma vida ativa”, afirma a Dra. Luiza Grandini.

Por Bruna Lima

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