Filha de soldado achada morta em SP presenciou cenas de abuso entre casal

Publicado em 25/02/2026, às 09h00
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Por g1

A morte da policial militar Gisele Santana, inicialmente considerada suicídio, agora é investigada como morte suspeita após relatos de familiares sobre episódios de violência psicológica entre ela e seu marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto.

A família afirma que Gisele, de 32 anos, vivia sob controle severo do marido e havia pedido ajuda para sair de casa dias antes de sua morte, o que levanta questões sobre um possível feminicídio devido ao histórico de abusos.

A investigação está em andamento, aguardando resultados de perícias, incluindo a análise da trajetória do disparo, enquanto a defesa do tenente-coronel não se pronunciou sobre as acusações.

Resumo gerado por IA

Relatos de familiares da policial militar Gisele Santana dizem que a filha dela, uma menina de apenas sete anos, teria presenciado discussões e episódios de violência psicológica entre a mãe e o padrasto, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto.

"A menina presenciou muitas cenas de violência contra a mãe e violências principalmente psicológicas. A menina chegou desesperada pedindo para não retornar mais à casa", disse o advogado da família, José Miguel da Silva Júnior.

As declarações foram apresentadas à polícia e fazem parte da investigação sobre a morte da soldado. Inicialmente tratado como suicídio, o caso teve uma reviravolta após os depoimentos da família e passou a ser tratado como morte suspeita pela Polícia Civil de São Paulo.

Gisele, de 32 anos, foi encontrada com um tiro na cabeça no apartamento onde morava com o marido, no bairro do Brás, região central de São Paulo. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu.

Os familiares também relatam que Gisele vivia sob forte controle do marido. De acordo com eles, a policial era proibida de usar determinadas roupas, maquiagem e até de manter contato frequente com parentes.

Dias antes da morte, ainda segundo os relatos, a soldado teria pedido ajuda ao pai para sair de casa, dizendo que não suportava mais a situação. Mesmo assim, decidiu permanecer após afirmar que conversaria novamente com o companheiro.

Na versão apresentada à polícia, o tenente-coronel disse que o casal discutiu após ele comunicar que queria se separar. Ele afirmou que foi tomar banho e ouviu um disparo, encontrando a esposa ferida logo depois.

A família contesta essa narrativa e defende que o caso seja investigado como feminicídio, apontando um histórico de comportamento abusivo e ameaças.

A investigação aguarda resultados de perícias, incluindo a análise da trajetória do disparo, para esclarecer as circunstâncias da morte.

Procurada, a defesa do tenente-coronel não se manifestou publicamente. O espaço segue em aberto.

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