Filhos tentam impedir na Justiça que idosa seja enterrada como indigente

Familiares de Sônia Maria Martins, de 62 anos, que morreu no Hospital Geral do Estado (HGE) no início desta semana, correm contra o tempo para tentar impedir que o corpo seja enterrado como indigente.

Publicado em 31/10/2019, às 11h28
TNH1 / Arquivo
TNH1 / Arquivo

Por Dayane Laet

Familiares de Sônia Maria Martins, de 62 anos, que morreu no Hospital Geral do Estado (HGE) no início desta semana, correm contra o tempo para tentar impedir que o corpo seja enterrado como indigente. 

De acordo com uma das filhas da aposentada, Mauricelia, o impasse ocorre porque não há como comprovar o grau de parentesco através de documentos. “Nosso pai fez os registros de nascimento com os dados da primeira esposa, porque na época eles ainda eram casados no papel”, explicou à reportagem do TNH1

Embora sejam filhas de dona Sônia, elas têm nos documentos o nome da primeira mulher do pai delas, também já falecido.

“Demos entrada em uma ação de urgência na Defensoria Pública e o processo já foi encaminhado ao Fórum do Barro Duro, onde só aguarda a assinatura de um juiz para a liberação”, disse Mauricelia. “Esperamos que isso acabe logo, estamos esgotadas e sem condições emocionais para tocar a vida”, lamentou.

A assessoria do IML explicou que só poderá liberar o corpo de dona Sônia mediante autorização judicial, já que não há como comprovar o vínculo familiar. 

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