Filhote de macaco rejeitado pela mãe cria vínculo com pelúcia

Publicado em 21/02/2026, às 22h03
Reprodução/X
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Por Correio Braziliense

Punch, um filhote de macaco-japonês rejeitado pela mãe, encontrou conforto em um orangotango de pelúcia, atraindo a atenção de visitantes e internautas ao redor do mundo. Essa situação destaca a importância do vínculo materno na regulação emocional e física de primatas jovens.

O apego de Punch ao brinquedo é uma resposta adaptativa à falta de contato social, refletindo a necessidade de segurança emocional para o desenvolvimento saudável. Estudos anteriores, como os de Harry Harlow, confirmam que filhotes de primatas buscam conforto em objetos quando privados do contato materno.

Desde janeiro, Punch está sendo gradualmente integrado a um grupo de 60 macacos, mas enfrenta resistência e rejeição de seus pares. A história gerou a hashtag #HangInTherePunch, ressaltando a profundidade emocional do apego em primatas e a necessidade de atenção a esses comportamentos.

Resumo gerado por IA

Punch, um filhote macho de macaco-japones tem comovido visitantes de zoológico e internautas ao redor do mundo ao ser visto agarrado a um bichinho de pelúcia. O animal, de sete meses, nasceu em julho de 2025 no Ichikawa City Zoo, no Japão. Ele foi rejeitado pela mãe logo após o nascimento. Sem o contato maternal, fundamental nos primeiros meses de vida, os tratadores tiveram que alimentá-lo com mamadeira . Para suprir a falta de segurança física e emocional, deram a ele um orangotango de pelúcia.

Desde então, Punch não larga o brinquedo. Ele carrega o objeto por todo o recinto e recorre a ele quando se sente inseguro, assustado e quando é rejeitado após constantes tentativas de interação com os outros macacos. Os vídeos dessa rotina viralizaram e atraíram uma onda de visitantes ao zoológico.

Os profissionais responsáveis por Punch explicaram à imprensa local que esse apego inusitado não é “humanização” do animal, mas uma resposta adaptativa à falta de contato social e ao estresse. Em primatas, assim como em humanos, o vínculo com a mãe nos primeiros meses é crucial para regular funções físicas e emocionais, como temperatura corporal, batimentos cardíacos e níveis de hormônios ligados ao estresse.

Os vídeos dessa rotina viralizaram e atraíram uma onda de visitantes ao zoológico, transformando a história em um retrato bem claro de algo que a ciência do comportamento iá conhece há décadas: primatas jovens precisam de segurança emocional para explorar mundo e aprender a socializar, e quando isso falha, eles recorrem a substitutos de conforto.


Estudos clássicos, como os de Harry Harlow, mostraram que filhotes de primatas privados de contato com a mãe buscam conforto principalmente no toque e no acolhimento, mesmo que isso venha de um objeto inanimado. Objetos como o escolhido por Punch funcionam como “objetos transicionais”: eles ajudam o bebê a regular suas emoções quando o cuidador principal não está presente, oferecendo uma sensação de segurança e consistência.

Integração ao grupo

Segundo o Zoológico, desde janeiro Punch está sendo apresentado gradualmente ao grupo de cerca de 60 outros macacos. O filhote, no entanto, está encontrando resistência por parte dos colegas. Vídeos mostram momentos de rejeição, disciplina entre os adultos e a constante presença do brinquedo como refúgio emocional após interações sociais difíceis.

A história de Punch tocou os usuários da internet e mobilizou a criação da hashtag #HangInTherePunch, que chama a atenção para a profundidade emocional que comportamentos como o apego podem ter, não apenas em humanos, mas em outras espécies que compartilham laços evolutivos e necessidades afetivas básicas.

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